Um governo só acaba quando uma alternativa nasce. Não uma alternativa teórica, que acontece depois de um milagre, mas uma maneira muito concreta de ir do ponto A para o B. E isso a oposição portuguesa não tem, e não quis ter até hoje. Não foi a primeira vez que um dia 7 de setembro foi uma grande derrota para um governo português. Em 1822, nas margens plácidas do Ipiranga, o rei de Portugal perdeu o Brasil. Cento e noventa anos depois, a oposição portuguesa quer pensar que este foi o dia em que Pedro Passos Coelho, ao anunciar o mais escandaloso roubo ao cidadão comum, perdeu o poder. Mais devagar. Claro que há algumas semelhanças: