«Há uma coisa que temos de saber sobre o potencial novo dono do Novo Banco: não se consegue saber grande coisa sobre ele, e isso é mau. O Banco de Portugal confirma que ele tem dinheiro para comprar aquele que já foi o Banco Espírito Santo. Isto é mais do que podem dizer os outros candidatos a compradores, que não conseguiram fazer prova das centenas de milhões de euros que oferecem pelo banco. Mas se essa é a única razão para tomar uma decisão, é uma razão perigosa, e seria uma decisão errada. Claro que John Grayken tem dinheiro. Desde que fundou a Lone Star Funds, há pouco mais de vinte anos, lucrou vinte por cento todos os anos, e este ano o seu fundo chegou a uma capitalização de 60 mil milhões de euros, ou seja, mais rico do que o Luxemburgo. O próprio Grayken tem cerca de seis mil milhões em seu nome. Uma coisa é certa: experiência na compra de bancos não lhe falta. Só que é a experiência contrária à de que precisamos: comprar um banco em apuros, aproveitar ativos, despedir funcionários, vender o que tem valor e desembaraçar-se do resto. Repetiu a receita mundo afora, da crise asiática de 1997 à Irlanda dos últimos anos. Agora desembarca na ocidental praia lusitana para comprar o Espírito Santo. Países avisados não deixam John Grayken entrar no seu sistema bancário.» — leiam as razões na crónica integral a partir deste link.