Foi fácil, durante meses, encontrar críticas à intervenção na Líbia. Seria fácil, agora que os rebeldes chegaram a Tripoli, embandeirar em arco. Uma primeira conclusão acerca das revoluções árabes é que elas são corajosas — e tenazes. Só na Tunísia as coisas se passaram de forma relativamente rápida e indolor. No Egito, as multidões na Praça Tahrir tiveram de enfrentar cargas policiais, fogo real, intimidação e violência durante semanas. No Bahrein a revolução foi implacavelmente esmagada. Na Síria, a ousadia de sair à rua paga-se com a vida; no entanto, eles continuam a sair à rua, mês após mês. É quase inimaginável para nós, mas “lutar pela liberdade” não é uma proposta confortável; o medo não é uma coisa teórica para esta gente; a luta não é uma coisa que