É hoje evidente que só há duas maneiras de os partidos mudarem: ou com um revolta interna dos seus militantes, que leve a uma profunda reforma democrática dos partidos, ou com criação de novos partidos que funcionem segundo regras diferentes, levando os partidos antigos a acompanhar a evolução para não ficarem para trás. 1. Bloqueia-nos um debate de fraca qualidade em relação à presente crise, nos seus aspectos nacionais e europeus. De um lado temos os políticos e partidos tradicionais, ainda agarrados à figura do “bom aluno” europeu, proclamando que é necessário implementar tudo o que nos é sugerido, faça ou não sentido, para ficar bem na fotografia; do outro lado, uma crescente atitude de isolacionismo, frequentemente eivada de tons dramáticos, proclamando que a Europa morreu e que é preciso enterrá-la. Para o primeiro desses campos, “mais Europa” é sempre a solução; para o segundo, “adeus Europa” é a única solução. Pois bem; é preciso lembrar que “mais Europa” não significa nada, e “adeus Europa” também não significa nada. Mais justiça significa alguma coisa, mais liberdade significa alguma coisa, mais democracia significa alguma coisa, mais desenvolvimento significa alguma coisa, mais solidariedade significa alguma coisa.