A resposta à primeira pergunta é muito simples: a bolsa teve uma taxa de sucesso de cem por cento. Mas — e como fazer para conseguir apoiar mais projetos? No ano passado escrevi que a resposta poderia ser a criação de uma “plataforma inter-bolsas”. Essa é a experiência para levar a cabo no próximo ano. Há um ano e um mês, nesta coluna, expliquei que tínhamos conseguido, entre o meu contributo inicial e a crucial ajuda financeira de três amigos (Ricardo, Zé Diogo, Miguel) atribuir sete bolsas de estudo. Hoje gostaria de responder a duas perguntas que me fazem muitas vezes: como correu a coisa? que vai acontecer agora? Há uns meses recebi uma carta de Itália. Tinha um postal do Museu dos Uffizi e um recorte do jornal L’Unità, fundado por Antonio Gramsci e antigo órgão oficial do Partido Comunista Italiano. No artigo aparecia uma foto onde estava eu, com ar encavacado, três dos quatro gatos fedorentos, e a Diana Ferreira, remetente da carta e estagiária no Museu dos Uffizi com uma das bolsas que nós inventámos. A Diana cumpriu o estágio e está agora a escrever um livro sobre monumentos e estilos artísticos. A Isabel Duarte, bióloga,