Arquivo mensal para May, 2015

Em comum

“Não basta, contudo, falar de entendimentos. Para nos entendermos teremos, primeiro, de nos libertar. Essa é talvez a lição mais interessante das eleições em Espanha, embora tenha passado despercebida. Mais do que assinalarem a vitória de um ou de outro partido, as eleições em Espanha marcaram o aparecimento de novas formas de fazer política, através de candidaturas de convergência construídas num modelo participativo, com primárias abertas para a escolha de candidatos e democracia deliberativa para a redação do programa.”

Hoje no Público a crónica Em comum  .

Por um país descomplexado

Há milhares de ideias difíceis e caras para o país; descomplexá-lo deveria ser fácil e barato. Infelizmente é a mais improvável para as nossas elites institucionais e políticas, que herdaram o país muito cedo e ainda não se reformaram.

Toda a gente pode listar muitas razões pelas quais Portugal é um país acolhedor. Ser descomplexado não é uma delas. O nosso debate ortográfico não é descomplexado em relação ao Brasil, o nosso debate político não é descomplexado em relação à União Europeia — e por aí fora.

É raro encontrar um Portugal descomplexado. Por acaso entrevi esse país na semana passada. Fui chamado em cima da hora para substituir alguém num debate que tinha apenas duas regras: eu tinha meia hora para falar do meu tema e poderia ser interrompido a qualquer momento, por qualquer pessoa. Assim evitavam-se os três tipos de debate típico no nosso país: a) aquele em que toda a gente diz aquilo que toda a gente já sabe; b) aquele em que toda a gente fala do que não sabe mas “acha”; c) o debate interminável (note-se que, por causa da alínea ‘c’, todos os debates em Portugal têm tempo para cumprir sempre com a alínea ‘a’ e a alínea ‘b’).

A plateia era maioritariamente jovem, mas não só. O debate tinha sido organizado por mais do que uma organização: Continuar a ler ‘Por um país descomplexado’

Jogos com fronteiras

“Há cem anos esperou-se que por quase todos os imperadores serem primos a Europa pudesse ter uma paz rápida. Não sucedeu. Agora que já não há imperadores, seremos talvez ainda uma família quezilenta, barulhenta e desentendida, com duas guerras às portas de casa. Não há grandes teorias da História que se possam tirar daqui. Saímos da Eurovisão com a mesma conclusão que se tirou dos encontros de família: lá passou mais um ano.”

Para ler a crónica de hoje no jornal Público, clique em Jogos com fronteiras.