Arquivo mensal para January, 2018

A crónica de hoje no Público parte de um falhanço nosso como comunidade política organizada: em 2015, uma concidadã nossa, a que deram o nome Maria, foi assassinada pelo marido mais de um mês depois de ter comunicado ao Ministério Público que estava sob ameaça de morte, sem que lhe tenha sido conferido o estatuto de vítima. Para que o combate à violência doméstica passe a ser uma prioridade a sério, com todos os meios e legislação necessários, é preciso que Maria — e, com ela, todas as vítimas de violência doméstica — seja lembrada no Parlamento.

Os partidos-médium e os deputados-fantasma

“Como pode isto ser? Nós, que somos meros mortais, não percebemos. Já os nossos deputados na AR são corpos evanescentes, capazes de serem contados numa sala onde não estão presentes e de nela votarem sem ter votado. Fantasmas, portanto. Os seus partidos são como médiuns numa sessão espírita, capazes de convocar quem não está presente e interpretar para os circunstantes a vontade dos ausentes. E a mesa da Assembleia da República não é como a mesa de nenhum outro parlamento no mundo; é mais assim como uma mesa de pé-de-galo.” – Na minha crónica de hoje no Público.

 

Yin e yang (Leôncio e Emílio). #gatos #cats #wp

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A nova desordem mundial [texto integral]

|Do arquivo Público 22.12.2017| Ontem não foi a primeira vez que os EUA votaram isolados na Assembleia Geral das Nações Unidas. Em matéria de conflito israelo-palestiniano, então, os votos isolados ou acompanhados apenas de mais um ou outro aliado foram frequentes no passado. Mas não deixa de causar um certo pasmo ver quem acompanhou os EUA nas Nações Unidas: um conjunto de nove países composto por Guatemala, Honduras, Israel, as Ilhas Marshall, a Micronésia, Nauru, Palau e Togo. E isto depois de muito espernear, ameaças e chantagem emocional por parte da ainda superpotência mundial.

É impossível hoje olhar para os EUA e não ver a profunda crise de credibilidade internacional em que a presidência Trump está a meter o seu país. A grande surpresa é ver que o sistema internacional se tem aguentado relativamente bem sem o paternalismo hegemónico da superpotência americana. Trump anunciou a saída do Acordo de Paris contra as alterações climáticas, o resto do mundo ficou firme. Trump tentou fazer implodir o acordo de não-proliferação nuclear com o Irão, a UE e as restantes potências signatárias responderam que o acordo continuaria em vigor. Isto leva à pergunta: será que uma superpotência isolada é ainda uma superpotência? E caso o não seja, que tipo de sistema internacional estaremos a ver emergir? Continuar a ler ‘A nova desordem mundial [texto integral]’

Onde se compara Trump com Calígula, e Calígula perde

Onde se compara Trump com Calígula, e Calígula perde – A minha crónica de hoje no Público.