Guterres à frente da ONU

Espero muito de Guterres à frente da ONU. Há uma crise profunda no consenso internacional que prometeu direitos humanos a cada um de nós e deveres dos estados para os garantir. Há um planeta em risco. Há um recrudescimento do nacionalismo agressivo. Há o terrorismo do ISIS. Há muitas razões urgentes para precisarmos de um líder mundial com independência e coragem moral. Portanto, claro que ficamos contentes como portugueses. Mas é como cidadãos do mundo que ficamos a torcer para que ele possa dar o seu melhor.

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A geringonça tem futuro?

A minha crónica de ontem no Público. “Para fazer as contas à importância deste governo, não basta pensar nos desafios e dificuldades de “virar a página da austeridade”. É preciso pensar no que faria Passos Coelho num segundo governo. Ideologicamente neoliberal como poucos políticos no país, Passos Coelho privatizaria o que faltasse vender e poria em risco o estado social tal como o entendemos. Se estivesse aliado com um PS de “abstenções violentas” como o de Seguro, poria em cima da mesa uma mudança constitucional como a que propôs ao chegar à liderança do PSD, esvaziando os direitos sociais e diminuindo a proporcionalidade do sistema político. Foi com essa possibilidade que brincámos durante os últimos anos de sectarismo à esquerda. Pelo seu lado, a governação à esquerda tem a missão oposta. Trata-se precisamente de garantir que no núcleo essencial daquilo que a une — o estado social e o cumprimento da Constituição — o acervo de conquistas do 25 de Abril fique salvaguardado por mais uma geração. (…) Mais tarde ou mais cedo, a geringonça precisará da sua base de apoio social. E esta não se mobiliza apenas para conter o que de pior foi feito mas sobretudo por uma visão estratégica de futuro.” Mais aqui: http://www.publico.pt/n1746223

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