A minha crónica de hoje no Público, sobre como as pessoas boas não pensam só coisas boas. “Há um certo desconforto democrático em admitir que uma grande parte do povo possa ter ideias ou sentimentos repugnantes. Ou que uma parte da classe operária (votante em Trump ou no Brexit) possa ser racista. Mas esse desconforto é equivocado e não é democrático. Ser democrata não é achar que a maioria tem sempre razão ou decide sempre da melhor maneira, mas que a maioria tem uma legitimidade política maior para tomar decisões políticas (mas não judiciais ou médicas, por exemplo). Ser de esquerda não é achar que a classe operária está isenta de ter sentimentos racistas. E ser progressista não implica ficar calado quando são os “perdedores da globalização” a dar voz às ideias mais reacionárias. Temos uma certa dificuldade em admitir que pessoas trabalhadoras e simpáticas possam ser também racistas ou sexistas. Mas se assim fosse nunca certos políticos teriam tantos votos como têm e nunca o apartheid ou a inquisição teriam durado tanto quanto duraram. As pessoas boas não acham só coisas boas.” O link para leitura completa encontra-se na imagem abaixo.