Leituras do dia 19.08

1 – Burqini não, surfqini sim? (Fernanda Câncio) A burqa e o niqab estão desde 2010 proibidos nas ruas de França e desde 2004 o mero hijab é proibido nas escolas públicas a estudantes (exceto na universidade) e nos serviços públicos a funcionárias. A proibição, porém, é igualitária: abrange todos os outros sinais exteriores de religiosidade, como a quipá judaica ou crucifixos ostensivos. E, mesmo se discutíveis, as referidas leis alicerçam-se em direitos fundamentais de terceiros: à segurança no primeiro caso (por se ocultar o rosto); ao livre desenvolvimento da personalidade (das crianças) e a não se ser alvo de proselitismo por parte do Estado no segundo. Já os regulamentos agora surgidos em cidades balneares francesas – e avalizados pelo PM Valls – com a ostensiva intenção de proibir o burkini mais não são do que histeria, perseguição e xenofobia disfarçadas de laicidade e feminismo. http://www.dn.pt/…/in…/burqini-nao-surfqini-sim-5345841.html 2 – Donald Trump Aide Paul Manafort Scrutinized for Russian Business Ties (Tom Winter e Ken Dilanian)

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Para Marco Fortes

Há duas olimpíadas, Portugal não estava a ganhar muitas medalhas e o pessoal, zangado, descarregou num dos nossos melhores atletas por ele ter dito… a verdade: que de manhã as suas pernas não funcionavam bem e que a experiência dos Jogos Olímpicos era fantástica mesmo só pela participação. Não sei se se lembram, mas a indignação foi tanta que o puseram de volta para casa com um bilhete comprado expressamente para o efeito. Essa foi a crónica que então escrevi, e uma das minhas de que mais gosto. Para mim, Marco Fortes é até hoje o símbolo do espírito olímpico injustiçado. *** Oh meu Zeus, meu Zeus, vejam como estou indignado. Estou indignado, indignadíssimo!, com Marco Fortes, atleta português do lançamento do peso. Ao comentar o seu fraco desempenho nos Jogos Olímpicos, Marco Fortes reconheceu que o seu corpo não responde tão bem de manhã: “De manhã é para estar na caminha – eu queria esticar as pernas mas elas só queriam estar na caminha.” Que é isto?! Em toda a minha vida, só ouvi um português dizer que “de manhã não funciono”: Sousa Franco. E foi preciso ter sido ministro das Finanças duas vezes, presidente do Tribunal de Contas – um homem sério, portanto -, para poder afrontar esse tabu. Mas Marco Fortes fez pior:

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