Aung San Suu Kyi recebe o Prémio Sakharov

Nesta terça-feira Aung San Suu Kyi recebeu o Prémio Sakharov que lhe foi atribuído em 1990 pelo Parlamento Europeu. Por ter estado em prisão domiciliária, a líder da oposição birmanesa não pode recebê-lo há 23 anos. As coisas mudam. Vale a pena lutar. Aung San Suu Kyi começou o seu discurso dizendo que aquele era um momento alegre e significativo. Agradeceu o apoio do PE. Depois improvisou, brincou, falou de livros e do cheiro deles, homenageou Sakharov e falou da liberdade de pensamento. “A liberdade de pensamento começa com o direito a fazer perguntas”, disse ela. Sobre a democracia, afirmou: “Eu nunca aleguei que a democracia fosse perfeita. Mas não existe algo de agradável e estimulante na imperfeição?”.

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Novas regras de protecção de dados aprovadas por deputados europeus

Vi o Jan Philipp Albrecht trabalhar na nova legislação de proteção de dados durante o último ano e meio, e antes disso fomos sempre aliados (ainda antes de estarmos no mesmo grupo) no combate aos abusos de estados e companhias privadas sobre a privacidade de cidadãos e indivíduos. Levei-o a Lisboa em setembro de 2011 para explicar o que pretendia fazer enquanto relator do acordo-quadro de proteção de dados com os EUA (que estes têm bloqueado até agora). Como somos vizinhos de gabinete vi quando ele e os seus assistentes receberam cerca de cinco mil emendas ao relatório que tinham apresentado (muitas delas com origem nos lóbis das grandes empresas da internet). E agora, depois de todo o trabalho, cumpre-me felicitar o Jan Philipp pelas muitas boas ideias: proibição de reenvios de empresas às autoridade de países terceiros (ex.: os EUA) sem autorização de autoridades europeias, multas que doem às empresas que prevariquem, direito a que sejam apagados todos os nossos dados a nosso pedido (“direito a ser esquecido”). Só amanhã, com mais vagar, poderei verificar se passou a minha emenda, cuja intenção é criar um sistema de símbolos simplificado para resumir as extensíssimas e ilegíveis “políticas de privacidade” dos sítios e serviços de internet. Mas hoje vale um abraço de parabéns! Agora, é claro, recomeça outra vez o trabalho: é preciso votar em plenária, e (o mais difícil) fazer passar estas ideias pelo Conselho, e depois nos trílogos entre Parlamento, Comissão e Conselho. Mas fiquem sabendo que no parlamento há gente que trabalha muito por nós todos, que os representantes também são cidadãos, e que o progresso é possível, mas não acontece sem muito muito esforço. Job well done, Jan Philipp Albrecht! Congratulations! Novas regras de protecção de dados aprovadas por deputados europeus

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