Ups!

Na Europa e no mundo começava a engolir-se em seco. Em poucas semanas de Verão, chegando a apanhar generais passando férias no território dos inimigos, a guerra tinha começado.  A meio de agosto de 1914, «O Século» previra, em linha com a opinião geral, que a guerra teria de ser curta. “A guerra atual não deverá manter-se por um periodo superior a uns cinco mezes”, para se alcançarem “resultados decisivos”. Para isso contribuía o grande nível de integração das economias europeias, “sobretudo na Alemanha, que tem toda a sua vida comercial bloqueada” e onde a situação não se poderia prolongar. Quinze dias depois o mesmo jornal começou a rever a sua opinião: “Julgou-se a principio, segundo muitas e autorisadas opiniões, que a guerra européa, certamente violenta e assoladora, seria, comtudo, de curta duração. Porém, em vista do caminho que os sucessos vão tomando, tal juizo está hoje modificado”. E segue, citando o correspondente militar do «The Times»: “A França lançou já na luta a totalidade dos seus homens. Nada mais pode fazer […] A Russia é uma força defensiva imensa; porém, o seu poder ofensivo está ainda por demonstrar. É possível que esmaguemos o primeiro ataque dos alemães; mas não devemos esquecer que, atravez da primeira linha, teem concentradas imensas reservas, e que a Alemanha está disposta a proseguir a luta até ao ultimo alento. Nesta condições, a guerra pode ser longa, muito longa.”

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