O problema de tratar países como pessoas é que, pouco depois, começamos a tratar as pessoas como formigas que pudessem ser pisadas. O problema de tratar países como pessoas é que, pouco depois, começamos a tratar as pessoas como formigas que pudessem ser pisadas. Isso é sobretudo assim quando falamos de guerra: “a Áustria-Hungria exigiu”, “a França rearmou-se”, “a Alemanha violou a neutralidade da Bélgica”. E nós? E as pessoas como nós, naquele agosto de 1914? Os alemães viviam numa sociedade estruturada pelo militarismo prussiano; os franceses, para constituir um “exército republicano”, instituíram um serviço militar obrigatório que, às vésperas da guerra, ampliaram para três anos; quanto aos ingleses, dispunham de um exército profissional e tiveram de começar a alistar voluntários.