Projeto Ulisses – Apelo a propostas

Projeto Ulisses – Apelo a propostas Realização de um estudo sobre um Projeto Ulisses para o relançamento das economias periféricas da zona euro: 
Portugal — Irlanda — Itália — Grécia — Espanha

. ENTREGA DE PROPOSTAS ATÉ 15 DE SETEMBRO DE 2013 MONTANTE DO APOIO: €10.000 PARA REALIZAÇÃO DO ESTUDO ATÉ 15 DE DEZEMBRO 2013 (com entrega de uma primeira versão aprofundada até 10 de novembro 2013, como condição sine qua non para o financiamento do estudo). APELO A PROPOSTAS I. RESUMO Apela-se a propostas para a realização um estudo sobre um “Projeto Ulisses” para restaurar a sustentabilidade económica na periferia da zona Euro (Portugal – Irlanda – Itália – Grécia – Espanha), um projeto que mobilizaria recursos ociosos e fundos públicos, a nível da União Europeia, para concretizar projetos estratégicos de investimento. O estudo deve repertoriar cenários possíveis para um conceito de plano de “recuperação e relançamento” para estes países (Como deve ser a sua gestão? Centralizada? Descentralizada? Focada em quais setores? Com que custos? Através de que tipo de financiamento?) – Prazo para apresentação de propostas: 15 de setembro, 2013 – Valor a ser concedido: € 10.000 para a realização do estudo – Finalização do estudo até 15 de dezembro 2013 (com entrega de uma primeira versão aprofundada até 10 de novembro 2013, como condição sine qua non para o financiamento do estudo). II. CONCEITO Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha são os países da zona euro atingidos pelos choques assimétricos mais graves de crise económica sistémica do Euro. Foram já forçados a abdicar de décadas de investimentos e cortar despesas em áreas que são vitais para o seu potencial de desenvolvimento, tais como educação, saúde, assistência social e meio ambiente. No caso de persistirem nesse caminho de depreciação, esse países, que chamaremos a partir de agora os “países Ulisses”, ficarão inevitavelmente para trás na senda do desenvolvimento, agravando-se assim as assimetrias na área do euro. Enquanto isso, as atuais perdas em resultado do choque imediato da recessão / depressão e de subsequentes políticas erradas na frente orçamental, vão revelar os seus efeitos bloqueadores de longo prazo na redução permanente da capacidade de produção destes países, em quantidade e qualidade.

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Momentos decisivos

A proposta de Cavaco Silva encerra riscos graves para o regime, precisamente porque “encerra” o regime. A democracia precisa de respiração, e de espaço livre entre os partidos, e não de um sistema dividido em blocos estanques dentro dos quais os partidos não têm margem de manobra. Escrever o início desta crónica é fácil. Escrevi-o nos últimos tempos não uma, não duas, mas três vezes, a última das quais num ensaio de antevisão sobre os “dilemas de 2013”. Em setembro do ano passado escrevi que “os partidos da oposição devem concordar em encontrar-se e falar, sem precondições”. Em dezembro, numa crónica chamada “Detenham esta catástrofe”, expunha três medidas simples para os partidos da oposição: a primeira era “falarem, sem precondições” (a segunda “enunciar claramente limites a este governo”, a terceira “abrirem-se aos cidadãos e aos eleitores”). Para deixar claro, acrescentava “só há uma precondição: acabar com as precondições”.

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