Finalmente, o futuro

Um futuro que não se faz negando os erros do passado e os problemas do presente, mas através do levantamento cívico de todos os cidadãos, com ou sem partido, que se recusem a deixar o seu país morrer na praia. Fomos para a Aula Magna, e lotámos a sala, como aqui há uns anos enchemos as praias durante a noite, armados de cobertores, para ver um fenómeno astronómico raro: os três partidos de esquerda juntos no mesmo palco, se não unidos pelos menos reunidos. Se bem se lembram, como nessa ocasião astronómica, o fenómeno foi uma desilusão: o que lá sentimos é que foi importante. Mário Soares — e até Pacheco Pereira, num texto notável — identificaram as coordenadas para estar à altura do momento: responsabilidade, valorizar as convergências mais do que as divergências, pôr o sentido cívico à frente de qualquer taticismo.

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