Retroiluminação

Agora que, vinte anos depois, a crise do euro se aproxima de uma nova “batalha do franco”, veremos como a história acaba. Banqueiros centrais em pânico, o contágio a alastrar de país em país, orgulhosos governos vergados pelos especuladores — e toda a gente dependente da Alemanha. Em Paris encontram-se o presidente francês, François Mitterrand, e o primeiro-ministro britânico, John Major. É setembro de 1992. Ambos os homens se sentem humilhados. A libra esterlina tinha saído depenada de uma curta passagem pelo sistema monetário europeu. Bastaram alguns comentários do banqueiro central alemão para lançar o pânico nos mercados e fazer perder mais de três mil milhões de libras ao governo de Sua Majestade, numa simples quarta-feira. Do outro lado do Atlântico, um único especulador em Nova Iorque ganhou mais de mil milhões nesse dia (o nome: George Soros). A moeda francesa foi atacada logo a seguir, naquilo a que se chamou “a Batalha do Franco”. Mitterrand teve de sujeitar-se a pedir dinheiro emprestado aos alemães. Do outro lado dos Alpes

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