Nada é permanente

Os pais — e mães — da Europa, eram visionários de linguagem clara que insistiam em ser compreendidos Quem disse que a União Europeia não é rápida quando calha? Na segunda-feira pude pela primeira vez escrever sobre um acordo entre a UE e os EUA, de que a maior parte dos cidadãos nunca ouviu falar, e que constrói uma base de dados com as nossas transferências bancárias para durar cinco anos. No mesmo dia o acordo estava assinado — não fosse ele ter de ser renegociado com participação dos eurodeputados. Tenho participado e ouvido mais debates sobre o Tratado de Lisboa — e o Programa de Estocolmo — e outras coisas semelhantes — do que seria aconselhável. Num deles, após horas de aconselhamento por parte do serviço jurídico do Parlamento Europeu, especialistas aturadamente instruídos acabaram por admitir que não sabiam o que significaria a entrada em vigor do tratado para todos os temas relacionados com liberdades, justiça e direitos civis. Se acha que não entende o Tratado de Lisboa, fique tranquilo; ele de facto une-nos a todos europeus na ignorância daquilo que ele significa.

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