Os próximos treze anos

Daqui a treze anos, a nossa democracia fará 48 anos e ultrapassará em duração a ditadura. O país terá finalmente vivido mais tempo em liberdade do que em opressão. Acha Rui Rio que não é em ano eleitoral que se consegue fazer um combate sério à corrupção. Pois, claro. Nos anos não-eleitorais, como todos sabemos, o combate à corrupção tem sido seríssimo. Também todos sabemos que um antigo vice de Rui Rio, Paulo Morais, saiu da Câmara do Porto denunciando a corrupção na administração local como “um cancro” e declarando que “Rui Rio já não tira o sono aos interesses instalados”. Quem sabe? Talvez Rui Rio ache que o combate sério à corrupção passa por deixar os interesses instalados tão tranquilos que os possamos apanhar enquanto estão a dormir. Mas qual é, afinal, o problema dos anos eleitorais?

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