Cartun de Bandeira. Quando um tipo escreve uma crónica otimista (mais ou menos) sobre a Guiné-Bissau, sabe que está doente. O castigo é fazer um link e pôr na coluna do lado o blogue do meu cartunista português favorito, José Bandeira. Vão ler!
Cartun de Bandeira. Quando um tipo escreve uma crónica otimista (mais ou menos) sobre a Guiné-Bissau, sabe que está doente. O castigo é fazer um link e pôr na coluna do lado o blogue do meu cartunista português favorito, José Bandeira. Vão ler!
Se quisermos ser mesmo pessimistas, a Guiné-Bissau ainda não bateu no fundo do poço. E desengane-se quem pensar que um estado falhado é um problema só para os próprios. Sou só eu, ou mais alguém está impressionado pela facilidade com que a imprensa portuguesa decretou que a Guiné-Bissau é um caso perdido? Demorou pouco tempo entre dizer-se que a Guiné-Bissau corria o risco de se tornar um estado falhado, depois que a Guiné-Bissau corria o risco de se tornar num narco-estado e, finalmente, que ambas as coisas já eram uma realidade mas que não deveríamos fazer nada para alterar a situação. Os factos no terreno confirmam, sem dúvida, parte desta história. Um estado onde o Presidente da República e o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas se entreassassinam (é uma palavra nova, justificada pelo ineditismo da situação) com poucas horas de permeio já se tornou num simples palco para uma guerra de bandos. É por isso natural que muita gente olhe para o sucedido como o mais baixo a que se pode descer. Se tivessem razão, até nem seria mau.