Próximo objectivo: oito recessões em três anos

Jornal de Negócios, 10 dezembro 2008. Já sei o que vão dizer: que de acordo com a definição convencional de recessão (pelo menos dois trimestres de diminuição do PIB) não é possível enfiar oito recessões em apenas três anos. Ao que eu respondo: isso é duvidar das capacidades dos portugueses.

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A desigualdade

  A sociedade não fica quieta à espera da esquerda e as subidas nas sondagens não duram para sempre.   Sondagem após sondagem, já não vale a pena discutir se há uma viragem à esquerda do eleitorado português. Mais intrigante é tentar saber quais são as suas razões. Já se escreveram editoriais e realizaram debates para responder à questão, e hipóteses não faltam, das mais conjunturais às meramente tácticas, umas melhores do que outras. Esta é mais uma tentativa. Tenhamos apenas em mente que esta subida da esquerda já não é um mero episódio. Logo, não deve ser explicada por razões episódicas.   Se me apontassem uma arma à cabeça e me obrigassem a dar uma resposta, apenas uma resposta, à pergunta “porque tem Portugal mais intenção de voto à esquerda em toda a Europa Ocidental?” eu escolheria a seguinte opção: “é porque Portugal é o pais com mais desigualdades em toda a Europa Ocidental”.   Não é nenhum mistério.

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