Yep
Jornal de Negócios, 10 dezembro 2008.

Já sei o que vão dizer: que de acordo com a definição convencional de recessão (pelo menos dois trimestres de diminuição do PIB) não é possível enfiar oito recessões em apenas três anos. Ao que eu respondo: isso é duvidar das capacidades dos portugueses.

3 thoughts to “Próximo objectivo: oito recessões em três anos

  • Jorge

    🙂

    Mas esta era inevitável, ó Rui. Com todos os tipos que nos compram coisas em recessão, à excepção de Angola e, por enquanto, Brasil, nunca tivemos a mais pequena hipótese de fugir a ela também. Por mais eficientes que fossem o nosso governo e empresários, e nós bem sabemos o quão eficientes são uns e outros, bastava o célebre efeito dominó para nos fazer cair de cu. Sem apelo nem agravo. Nem grandes almofadas.

    A nossa melhor hipótese é que a recessão dos outros seja suficientemente curta para recomeçarem rapidamente a comprar-nos coisas. Caso contrário, esta pode bem ser a pior das três.

  • João Moreira

    Será que é desta que o Estado investe no tecido produtivo, deslocando o motor do crescimento económico por uma vez do consumo privado para a exportação de bens transformados? Claro que não: para isso era preciso termos empresas públicas bem geridas, condição preclusiva de as transformar em postos de sinecura para comparsas partidários, e isso embarrilava o sistema todo…

  • francisco moura

    isto prova que ainda nao se cresceu verdadeiramente, durante um periodo longo e de forma sustentavel, nos ultimos anos.
    de recessao em recessao e sem apostar na educacao… nao vamos a lado nenhum.
    nao da para brincar, mas os periodos de crescimento comecam a parecer anormais.

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