Portugal é um problema político

Há quem ache que Portugal é um problema económico: se fôssemos mais ricos, seríamos mais cultos e informados e desenvolvidos. Há quem ache que Portugal é um problema administrativo: se as pessoas parassem de falar, falar, falar — e simplesmente arrumassem a casa — pois bem, a casa ficaria arrumada. Na semana passada assistimos à viragem pós-moderna da direita portuguesa: de repente, toda a gente era pela “ironia” de Manuela Ferreira Leite. Mas de forma pouco irónica — ou muito irónica? — esta interpretação vinha decretada com maus modos. Manuela Ferreira Leite “sugeriu a suspensão irónica da democracia, ponto final!” — e não se atrevam a duvidar. O filósofo Paulo Tunhas, no DN, resolveu filosoficamente a questão: quem ousasse comentar as interrogações de Ferreira Leite revelava simplesmente “estupidez”, e essa era a opinião mais “caridosa” que ele conseguia ter sobre tais pessoas. Temendo, pois, a caridade de Paulo Tunhas, não comentarei as decarações mais recentes de Manuela Ferreira Leite.

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