A minha crónica de hoje no Público – A sanidade é patriótica

“Pode perceber-se que este continuado alarmismo interesse a uma imprensa em crise, a uma direita europeia que pretende pressionar o governo português, e até a alguns políticos portugueses de vários quadrantes que (ilusoriamente ou não) vêem num descarrilar da geringonça a sua oportunidade de “disputa da hegemonia”. Mas não se consegue perceber como ajudará à posição de Portugal este antecipar da proclamação das (eventuais) sanções.

Eu sei que é fácil, nestes tempos em que se usa o patriotismo na lapela, fazer mal ao país e usar o patriotismo como justificação. Mas é o sentido das proporções, mais do que o inflamar das emoções, que é o dever do verdadeiro patriota. Caso contrário, não haveria maiores patriotas do que aqueles que aconselharam Dom Sebastião a ir lutar para Marrocos.”