Em resposta a Vítor Dias, aqui:

Caro Vítor Dias

Não sei se sabe como é que funciona um manifesto. Um primeiro grupo de pessoas redige um texto e depois pedem assinaturas a pessoas, que têm oportunidade de pedir emendas, mas não de eliminar o trabalho anterior.

Um manifesto nao tem de ser uma profissão de fé total e absoluta de cada uma das pessoas que assina, mas ser suficientemente abrangente para que se faça avançar o debate público.

Foi este o caso do Manifesto para uma Esquerda Livre, do qual fui co-redactor, do CDA – Congresso Democrático das Alternativas, e do Manifesto pela Democratização do Regime, do qual sou subscritor.

Nos dois últimos casos, um número significativo de pessoas, fazendo eco de um debate já importante na sociedade, deseja ver discutida a possibilidade de listas independentes na Assembleia da Republica.

Não sou contra a que este debate seja feito ou que, como diz o manifesto, se abra essa possibilidade. As listas independentes de cidadãos existem em vários países, podem ser bem ou mal feitas, têm as suas virtudes e defeitos.

Efetivamente, em tempos escrevi nos comentários do seu blogue que não é uma prioridade minha. A minha prioridade vai muito mais para as primárias abertas aos cidadãos.

Para mim, quanto mais simples melhor. As primárias abertas nao precisam sequer de alteraçoes legislativas, bastando só que partidos que nao estejam em estado de negação permanente sobre os problemas do sistema político-partidário português

Mas certamnete é por isso que apoio com entusiasmo movimento cívicos, ou de defesa dos mais profundos valores democráticos, que queiram fazer estes debates que durante tanto tempo têm sido negados à sociedade pelo establishment político e pelos conservadorismo dos seus defensores.

 

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