Um problema democrático

Os atropelos à democracia por parte do governo regional, do PSD/Madeira e do seu presidente, Alberto João Jardim, são um mau sintoma e também uma causa profunda dos nossos problemas. 

A democracia, mesmo para quem acredita nela, não resolve os problemas todos. O que a democracia faz é criar uma maneira que permite resolver problemas. Não é uma solução para tudo, mas uma forma de encontrar soluções em conjunto.

Provavelmente eu deveria ter escrito “formas”, no plural. Como é evidente, a democracia funciona em diferentes escalas. Na verdade, cada uma das escalas reforça as outras. Se a democracia não funciona à escala europeia a consequência direta é, como tenho escrito aqui várias vezes, o autoritarismo inerente ao diretório — ou mesmo só à chanceler do país mais poderoso — vergar sob o seu peso as nossas democracias nacionais. Os resultados estão à vista: constituições espezinhadas, governos tecnocráticos, referendos indesejáveis anulados e outros referendos repetidos até darem o resultado pretendido, etc.

Ora, o mesmo se passa da escala nacional para baixo. Se a democracia na nossa república funcionasse bem (nos seus vários poderes: executivo, judicial e legislativo) certamente que isso reforçaria, e não prejudicaria, a democracia nas nossas regiões autónomas ou nas nossas autarquias. Se a democracia funcionasse bem na escala local ou regional, certamente que isso teria também um reflexo positivo na saúde da República.

Isto parece evidente depois de ser visto, como o ovo de Colombo. Antes de ser visto, não falta gente a dizer que a escala regional, ou a escala europeia, não está preparada para a democracia.

É por Portugal ser, um pouco mais do que outros países, um problema democrático, que o pacto que as oposições democráticas fizeram na ilha da Madeira é tão importante, não só para os madeirenses, mas para todos os portugueses.

Os atropelos à democracia por parte do governo regional, do PSD/Madeira e do seu presidente, Alberto João Jardim, são um mau sintoma e também uma causa profunda dos nossos problemas. O aleijão que é aquele regimento do parlamento madeirense, que a oposição regional pretende levar junta a tribunal até às últimas consequências, é simplesmente batota institucionalizada. Se a nossa República funcionasse nunca teria permitido a entrada em vigor daquele regimento que permite à maioria ganhar votações mesmo quando os seus deputados não vão ao plenário.

Numa situação extremamente difícil, a oposição madeirense soube dar um exemplo de imaginação, civismo e inclusão (foi um excelente sinal que tenham incluído no pacto o Bloco de Esquerda, apesar do partido não estar representado no parlamento). Espero que aguentem assim, porque todos os portugueses, mesmo os que não são da Madeira ou do Porto Santo, precisam que se encontre uma solução democrática para aquele problema democrático.

E, quem sabe?, talvez a solução democrática lhes permita achar soluções para outros problemas — como o de encontrar um opositor suficientemente forte para bater Alberto João Jardim em eleições. Com a política fortemente personalizada, os partidos agora reunidos no pacto poderiam recorrer a uma eleição primária feita pela própria oposição democrática, e aberta a todos os madeirenses, para escolher o candidato a sucessor de Jardim. Tecnicamente, não será fácil, mas já foi feito; e esse será apenas mais um problema que a democracia encontrará maneira de resolver.

14 Respostas a “Um problema democrático”


  • Corsários nas ilhas maravilhas? é mouro na costa ou pirata grego?

    De accordo com o novo desaccordo diz-se com a política fortemente caciquizada e com em pregos e outras sandes a vinte e tal de Ivaivai
    votar contra o patronato dá náuseas
    Que o digam os trolhas que derrubaram o mata que é de cáceres ou das felgas de felgueiras e já nem falo dos caciques que fizeram juntas por dois milhões ou cine-teatros com ligas de amigos que recebem ajustes directos por serem amigos no processo re con’s trutivo destrutivo
    Ou cidadelas dos autarcas mas calientes que dizem que logo pagam os dois milhões que compraram em desertos mas não querem esportular em tribunal porque os tribunos tamém comem

    e tem havido tanta fome que quem vê os esfomeados à janela come em dobro por empatia…que acho que é uma palavra grega
    ou doutra sodomia da zona

    corsários nas ilhas maravilhas

    mas ele há tantas

    a maior parte delas está é bem ancorada

    não as deixam à deriva que são caras

    só quem tem sobresselentes

    geralmente tipos gordos e pançudos que dizem umas cousas

    não pra terem protagonismo porque não precisam disso

    mas comem demais e precisam de arrotar as postas de pescada

    sejam deuses indígenas e totémicos de pau feito
    ou deuses das guerras das polis que são gregas

    a nós pequenos vermes do lodo desde que não nos pisem
    nem nos processem para fazer hamburgueres ou ham burgos…
    agente fica felix como os gatos gordos nossos doutores e amos

  • Não entendo, se me explicarem agradeço.

    Desde há decadas, todos os PRs, PMs, etc, etc. têm medo ao AJJ e veneram-no porquê?????

  • Corsários nas ilhas maravilhas? é mouro na costa ou pirata grego?

    é simplex é uma versão pimba dos pais do estado em que estamos e uma versão carnavalesca do estado em que estivemos, logo apela a todos, a deuses gregos e a troianos e a arquipélagos de gulag com falta de transportes, é a visão ao espelho da máxima expressão da política nazionale annale, desde que estejamos todos ilhados, tanto nos faz que a ilha seja deserta como incerta, desde que não nos deserde toda a ilha é um jardim.
    тебе нравится смирнов?
    não?
    tábém ê façe um desenhe

  • Corsários nas ilhas maravilhas? é mouro na costa ou pirata grego?

    Formas no plural? Olhe que não olhe que não
    No máximo há massa para encher uma forma, no mínimo mete-se a massa ao bolso e a forma que se lixe
    Estamos em crise há séculos, se fôssemos gregos só tinhamos começado a crise em 1453 mais cousa menos cousa, mas por essa altura andávamos à procura de novas terras para podermos ter mais crises.
    Chryseis..

  • Sim mas nesse tempo encontrámos as terra, e gastámos o que de lá vinha.

    Depois com o D.João V foi um tal de gastar o ouro do Brasil, o Conde de Ericeira até se suicidou a ver tanto disparate…e continuamos assim,,,,,,nao há volta a dar???????

  • E os senhor da Madeira? quando acabar, acabará? ou é eterno? virá outro igual????

    Por certo…somos assim………………….

  • Corsários nas ilhas maravilhas? é mouro na costa ou pirata grego?

    Samos? Samos não ….nem Samos nem Lesbos
    Somos de pau feito que é o mesmo que dizer de madeira feito
    não con fundir as ilhotas gregas
    que Odysseus fica fulo
    ele tamém tinha um piloto putogoês
    e o magalhães dele demorou 20 annos a encontrar a ilha certa

    Iste de ser de Zeus Moita

    nã é ser moita de gregos

    zeus aos alemães açoita

    e aos gregos dá chamegos

    ma nã dá muytos empregos

  • Somos ou não somos??????????????????Assim???????????????

  • In for mação está out, há muita perseguição

    Somos? ê cá juro que nã uso aventais nem me visto de matrafona

    isso só resultava nos tempos em que a con petição era pouca

  • A maçada ou a massada de ser Con's Tânsio ou diz-se Tanço?

    Os atropelos à demo que é de graça e ao kratos que é poder

    começou quando gentes iluminadas e evoluídas começaram a ficar maçadas por estarem entre os colegas ainda em processo de evolução

    a crise de 77 não foi com eles a de 79 sabe-se lá de quem foi
    e as seguintes foi dos outros que nos per seguem

    nós que somos pessoas de bons costumes e mores nill in nihil
    não nos preocupamos com a massada dos outros que se maçam per noi

  • A maçada ou a massada de ser Con's Tânsio ou diz-se Tanço?

    todo o ser que evolui em lojas tem bons costumes e é geral mente pubicano e laico (que acho que vem do grego laikos …de laos que naquele tempo nã era um país e era o pobiléu descalço e sem jeito para filosofare em faros e pharos pharáonicus

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