É oficial

Europeias 2009 - Resultados Nacionais
Fonte: Sítio das eleições europeias no Ministério da Justiça. Clique para aumentar a imagem.

Logo que tenha um tempo para respirar, a atividade deste blogue será retomada, e começaremos precisamente por este tema.

Entretanto, um grande obrigado a todos. Vocês sabem de quem eu estou a falar: todos vocês.

21 Respostas a “É oficial”


  • E agora toca a trabalhar: põe aí as crónicas para eu ler.

  • Rui.
    Boa sorte por Bruxelas, estamos contigo.

    Abraço
    @naoseidoquefalo

  • Parabéns oficiais ao nosso eurodeputado! Força Rui!
    Beijos
    Patrícia

  • Agora estamos todos por ti, e tu por todos nós! Força!

    Muitos Parabéns!

  • Olá Rui. Sou o antigo presidente do comité de residentes da RAG na altura em que moravas em Paris também, salvo erro em 98/99. Apesar de todas as nossas divergências de então, não queria deixar de te felicitar pela eleição para o parlamento europeu. Só me permanece uma dúvida no espírito, à qual agradecia se pudesses responder quando tivesses um pouco de tempo: sendo eu igualmente de esquerda (aliás tal como o restante comité da RAG), porque razão tu e o André actuaram como força de bloqueio às nossas iniciativas?

    Se olhares em retrospectiva, vais ver que na altura tínhamos um director bastante conservador, e que só a nossa diplomacia junto dele, da Gulbenkian e dos serviços centrais da Cité-U permitiram que se fizessem alguns progressos naquela casa, que culminaram nas obras que foram concluídas o ano passado…

    Queria deixar esta pergunta no ar agora que vais para Bruxelas, espero que te sirva de alerta para não julgares as atitudes dos outros prematuramente, sem te inteirares das verdadeiras razões que os levam a ter determinados comportamentos. Um grande abraço e os votos sinceros de boa sorte.

  • Obrigado a todos. Em particular para o Alexandre:

    Lembro-me de ti na Résidence André de Gouveia e espero que esteja tudo bem na tua vida profissional e pessoal.

    Creio que toda a gente que vivia na RAG nessa altura se lembra bem do que aconteceu. A única coisa que eu e o André Belo pedimos foi que se aprovassem uns estatutos do Comité de Residentes, sem os quais as eleições poderiam ser marcadas (como foram) de um momento para o outro e sem período publicamente anunciado de constituição de listas, entre outras coisas. Como sabes, houve várias reuniões para a redacção dos estatutos, de que participaram membros do comité e alguns residentes. A proposta de estatutos foi depois submetida a referendo, de que participaram mais de dois terços dos residentes, e que aprovaram os estatutos por larga maioria.

    O que aconteceu foi que no ano seguinte, quando nós já não morávamos na residência, os estatutos (assim aprovados como “manda a lei” em termos de legitimidade) foram metidos na gaveta e nunca mais recuperados. Não sei quem o fez, nem se estarias no comité seguinte, mas a verdade é que cheguei a encontrar residentes que se queixaram da falta de estatutos e eu lhes disse surpreendido “mas há estatutos! deram-nos um trabalhão o ano passado!”.

    Como sabes, a existência de estatutos não atrapalhava em nada uma estratégia mais “diplomática” junto do director, antes fornecia a base de legitimidade para qualquer estratégia que um comité decidisse seguir.

    Há muita gente que se lembra disto e com quem poderás confirmá-lo, desde o próprio André Belo que está agora em Rennes, à Paula Alexandre (Londres), ao André de Almeida (Sydney/Le Mans), e por aí adiante.

    Bem, fica mais um abraço, um agradecimento pelas felicitações (e pelos conselhos!) e desejos de boa sorte. Quem sabe não poderemos colaborar agora?

    Até sempre

    Rui

  • Parabéns, Rui. Pela primeira vez em muito tempo não votei no BE, mas fico contente por isso não ter atrapalhado a tua eleição. Gostaria de ver – apesar de seres independente – alguma “contaminação” tua sobre o Bloco. Já agora uma sugestão: aproveita o Parlamento Europeu para fazer um blog/diário “etnográfico”. Agradecíamos. Um abraço.

  • Muitos Parabéns Rui!!
    Desejos de um óptimo trabalho no PE e com o BE.
    Abraços, ZN

  • Parabéns! Valeu a pena. Boa sorte e bom trabalho. Portugal precisa

  • Parabéns! Bom trabalho ! Tenho seguido esta candidatura com entusiasmo, apesar de apoiar outro partido…

    Um abraço

  • Parabéns pela eleição!
    Mas não faça como o MPortas, que compareceu a menos de metade das sessões.
    O Grémio da Estrela* sugere que se ocupe da criação de um organismo contra a corrupção na administração pública, em especial no urbanismo.
    Saudações

  • Muitos parabéns, Rui!

    Espero que possamos continuar a contar com a tua palavra no espaço público.

    Deixo-te três sugestões para os teus tempos em Bruxelas. Para livros em inglês preferir a Sterling Books, na Fossé aux Loups, à Waterstone’s, no Boulevard Adolphe. Distam cinco minutos a pé uma da outra, mas na Waterstone’s pagas um inexplicável mark up de 4 a 5 euros por paperback.

    A comida vietnamita tem muita saída por aqui, mas, se conseguires combinar a língua francesa e a linguagem gestual de forma eficaz, a despachada e genuína refeição vietnamita encontra-la no Delisasia, junto à Place Flagey.

    Por último, a escolha do meio de transporte. Nesse plano não há dúvidas. Bicicleta, bicicleta, bicicleta.

    Bom começo!

    Daniel

  • O meu voto valeu a pena :)

  • Caro Rui Tavares
    Acho uma maldade não lhe terem explicado o que é o BE. De quaquer forma desejo-lhe umas boas férias em Bruxelas

  • Exmo. Deputado Rui Tavares

    Uma vez que suponho ser favorável à entrada da Turquia na EU gostaria de lhe colocar algumas questões quanto à atitude do Islão relativamente às mulheres e à liberdade de expressão.
    1- Na minha opinião, nas sociedades islâmicas (e em muitas famílias europeias que professam tal religião) a mulher não dispõe dos mesmos direitos que o homem, estando submissa a um poder masculino (que pode ser o do marido, do pai ou dos irmãos) que a reduz a uma condição inferior e degradante da sua dignidade como ser humano que, acredito, a rebaixa ainda mais do que o que sucedia no Portugal de Salazar quando a esposa necessitava de autorização do marido para viajar para o exterior e qualquer um as podia espancar sem receio de consequências (mas pelo menos podia ir à praia com um fato de banho e não tinha que cobrir o rosto).
    Sendo esta uma realidade que oprime milhões de mulheres, entende que uma sociedade que se pretende livre, democrática e defensora dos direitos humanos deve aceitar, como exemplo de multiculturalismo, tal situação, ou, pelo contrário, considerar que tal é uma violação dos direitos da mulher e tentar que na EU semelhantes práticas não se verifiquem _ afinal, se se condena veementemente o racismo porque não se condena também o sexismo, veementemente _ ?

    2- Quando o escritor Salman Rushdie foi condenado à morte, as massas islâmicas _ entre as quais se encontrava o cantor Cat Stevens que se transformou Yussuf Islam e de apologista do amor passou a defensor da pena de morte para delito de opinião _ vieram para as ruas exigir a cabeça do escritor, queimaram os seus livros e provocaram desacatos e cenas de violência. Desta violência resultou a morte de um tradutor do livro e a agressão a tiro a um editor (e talvez tenha havido mais vítimas). Duas décadas depois, a história repete-se, não sob a forma de farsa mas como idêntica tragédia, por causa de cartoons que foram considerados ofensivos ao Profeta Maomé.
    Tem os islâmicos todo o direito de escolherem o seu modo de vida, religioso, social e político, mas não será isto a total negação da democracia, da liberdade de expressão, da tolerância da diferença, enfim, dos valores basilares do Ocidente que a Esquerda e a Direita não se cansam de propagar e juram defender nas suas campanhas eleitorais?
    Alguma vez vieram os crentes do Islão manifestar-se massivamente contra as ditaduras que oprimem os seus países, contra a mutilação feminina, a favor da igualdade entre os homens e as mulheres, a favor da liberdade?

    3- Considera que tais atitudes e mentalidade se explicam apenas pela colonização europeia do Médio Oriente e de África e pela actual atitude de descriminação de alguns europeus para com os emigrantes?

    Votos de auspiciosa estreia parlamentar

    João Cerqueira
    Abelheira

    ps: enviei este texto também para o Público

  • A votação do Bloco nas Europeias teve várias envolvências e justificações. Voto de confiança, para uns, voto de protesto para outros, e também voto de esperança. Na entrevista de Rui Tavares, à Antena 1, deu boa conta da postura de alguns votantes que o elegeram, “o país é plural e a governabilidade faz-se com acordos de geometria variável”. Gostei de ouvir esta voz independente trazer para o discurso político alguma heterodoxia e pluralidade. Porque os partidos sempre têm a tentação da ortodoxia e alguns do contra-poder. A última votação mostra que de facto há muita gente que deseja outras opções para além do bloco central. Contudo, a censura de um governo minoritário será sempre uma arma que deve ser usada in-extremis ou em flagrante delito. Uma vitória eleitoral, absoluta ou não, deve ser respeitada.
    Felicito-o por ter sido eleito, por ter dado a cara (feliz coincidência de ser um dos rostos de cartaz). Aliás, se a lista do PS apresentasse os rostos dos eleitos (alguns dos ex-ministros descartados), julgo que a derrota ainda teria sido mais estrondosa. A política tem que ter rosto e gente que dá a cara. Parabéns!

  • Sou leitor regular das crónicas de Rui Tavares e concordo na generalidade com aquilo que escreve. Não é o que acontece com o texto de hoje no Público, “Livres para escolher”. Sou um dos signatários do documento dos 28, mas não sou economista, nem sou de direita e não olhop para a questão das grandes obras públicas numa óptica partidária. Mais, diferentemente de muita gente não falo de cor, estudei os projectos em detalhe e fiz um Parecer sobre o assunto que terei muito gosto em disponibilizar. A razão principal porque não concordo com muitas das obras previstas ´é por serem mais obra pública desligadas de qualquer estratégia integrada de desenvolvimento. Pior, desligadas entre si, planeadas e justificadas de forma avulsa. Por exemplo,para que são precisas mais autoestradas quando em presença dos custos energéticos e ambientais tudo aponta para o transporte ferroviário como o transporte de futuro. Para quê a ligação a Madrid pelo Sul em direcção a Badajoz, servindo apenas o mercado de Leiria a Setúbal, quando a ligação pelo Entroncamento em direcção a Cáceres servia todo o mercado de Vigo a Setúbal? Qual a solução para reduzir a dependência do transporte rodoviário de mercadorias a favor do transporte ferroviário se nós insistimos na bitola ibérica na Linha do Norte e os espanhóis estão a mudar as suas vias para bitola europeia? Para que servem mais pontes rodoviárias de e para Lisboa, em vez de mais transporte público entre as duas margens do Tejo, na medida em que mais carros são mais custos energéticos, mais poluição e mais engarrafamentos? Para quê mais contentores em Alcântara em vez de mais paquetes de turismo, quando sabemos que os grandes navios portacontentores do futuro não poderão entrar em Lisboa, que em qualquer caso Lisboa deverá ser uma capital de serviços e não de infraestruturas pesadas?
    Poderia escrever muito mais, mas se tiverem interesse envio o Parecer que fiz e que explica melhor tudo isto. Uma palavra final para dizer que sem estudo dos problemas, no mínimo do ponto de vista do modelo, as opiniões são sempre legítimas, mas frequentemente inúteis.

    Cumprimentos

    Henrique Neto

  • Rui,

    não podia deixar de te mandar um grande beijinho de parabéns. Fiquei muito contente com a tua eleição.

  • luis - Manique do Intendente

    Caro Rui

    É com imensa satisfação que te vemos na Europa.
    Parabéns pela excelente vitória.
    Continuação de bom trabalho.
    Abraço
    Luis

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