Arquivo mensal para February, 2017

Dia do Presidente

A minha crónica de ontem no Público. Leia o texto completo aqui.

“Ninguém pode ter a certeza, nem sequer seguir a história até ao fim, nem talvez lembrar-se dela durante muito tempo. Se há efeito que Trump tem é o equivalente a uma doença na memória coletiva. Sem memória, a distinção entre verdade e mentira torna-se irrelevante. Sem memória, a democracia torna-se impossível. A certa altura, milhões de cidadãos vão ter de decidir o que fazer com as suas vidas se não quiserem viver permanentemente na cabeça de Trump. A revolta é uma possibilidade. Mas a apatia e a indiferença são probabilidades maiores.

Entretanto, diz-nos muita coisa sobre a criatura que atualmente têm o dedo no botão do maior arsenal nuclear do mundo que as nossas melhores esperanças sobre ele possam ser apenas que ele seja muito venal, muito corrupto, muito incompetente, muitíssimo vaidoso — e não mais do que isso.”

Almaraz e a soberania

 A crónica de hoje é sobre Almaraz e como não se pode defender nos dias pares uma noção compartimentada da soberania contra a UE, e nos dias ímpares criticar a UE por não ser suficientemente veloz e eficaz a violar a soberania espanhola. Leitura integral no Público. Alguns excertos:

“Mas a verdade é que Almaraz se encontra teimosamente em território espanhol, no qual mandam os espanhóis. Para quem acredita na soberania nacional como o regime em que cada país é um compartimento estanque (e há muitos, aparentemente cada vez mais, que nisso acreditam) nada se poderá fazer até ao momento em que o primeiro átomo atravesse a fronteira. E depois ninguém vai pedir o passaporte ao átomo.

A soberania do tempo das carroças não é a soberania do tempo das centrais nucleares. No tempo das carroças poderíamos viver bem com uma soberania compartimentada; no tempo das centrais nucleares é difícil entender como poderá a soberania não ser partilhada.”

Leia mais aqui.