O cenário de pesadelo começa na Turquia

O cenário de pesadelo começa na Turquia – hoje no Público. “E na sexta-feira, de repente, começámos a receber alertas de que há um golpe em curso na Turquia. Passado um par de horas, o golpe parecia triunfante. Outro par de horas, derrotado. E enquanto discutíamos se o golpe era real ou apenas encenado, Erdogan já aproveitava aquilo a que chamou um “presente de Deus”. Em poucas horas, mais de dois mil juízes foram demitidos. O Exército vai sofrer uma limpeza semelhante, e os partidos da oposição (que condenaram o golpe) estão fora de jogo num parlamento que foi bombardeado. A pena de morte, segundo as últimas notícias, será restabelecida. Tanto um colapso da Turquia como um reforço ditatorial de Erdogan são assustadores. A UE deve começar por traçar uma linha vermelha: com a reintrodução da pena de morte todas as negociações de adesão da Turquia à UE serão canceladas. Quanto aos governos europeus, preparem-se para um programa de reinstalação a sério. Não só o indecente acordo que fizeram com Erdogan não pode durar como os primeiros requerentes de asilo turcos já chegaram ao território europeu.”

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Novas da Brexitânia

Novas da Brexitânia – a minha crónica no Público, escrita no dia 14.07, e infelizmente logo ultrapassada pelos acontecimentos subsequentes. “O terceiro passo é o mais revelador. Depois de passarem toda uma campanha a dizerem, com certa razão, que não desejam ser governado por burocratas não-eleitos, os britânicos passaram a ser governados por uma primeira-ministra que até na única eleição em que deveria participar (no seu partido) venceu por falta de comparência da adversária. A nova chefe de governo, Theresa May, é o que passa por “moderada” na política brexitânica: no seu currículo apenas constam os painéis publicitários montados em carrinhas dizendo aos imigrantes “vá para casa!” e a vontade sempre reafirmada de sair da Convenção Europeia de Direitos Humanos. E isso sem chegarmos ao novo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Brexitânia, conhecido por ter insultado Barack Obama e Hillary Clinton e que já foi vaiado na sua primeira aparição oficial — na embaixada francesa, ao comemorar o Dia da Bastilha.”

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