Por isso a resolução da história é de novo política. Se o governo grego puder governar, com a progressiva acalmia no euro e com uma economia que bateu no fundo, pode ser que as coisas melhorem. Esse é o medo da direita europeia — e também de uma parte da esquerda, que aposta na impossibilidade de governar à esquerda dentro da União. É altura para um ponto de situação na questão euro-helénica. Os leitores talvez estejam lembrados de que há cerca de mês e meio, na sequência de um acordo obtido no eurogrupo sobre a questão grega, deixei aqui escrito que a crise do euro começava a acabar. Apesar de todas as cautelas — a mais importante das quais era que isso não significava o fim da crise económica e social na Europa, muito menos o fim da crise política na União, que é a mais grave — era uma profecia arriscada.