Chegou o momento de todos os poderes na Europa reconhecerem o óbvio: cinco anos desta insanidade política e económica na União criaram um eleitorado firmemente anti-austeridade, mais ainda nos países que mais sofreram. Esse eleitorados não são anti-euro nem anti-europeus. Pelo contrário, são cidadãos que querem um modelo dedesenvolvimento para os seus países que passe pela valorização, e não pela desvalorização. Como os revolucionários franceses, que começaram um calendário novo a partir do ano Iº da República, em 1792, poderíamos dizer que estamos no ano Vº da Austeridade. Quando os gregos forem às urnas, no próximo dia 25 de janeiro, estaremos a quase cinco anos da aprovação do primeiro pacote de austeridade, nos inícios de fevereiro de 2010. Foi o primeiro ato de uma política coordenada entre todos os governos da zona euro e centralmente implementada, sem descanso e sem piedade, nos países periféricos, através da troika. Foi também um enorme fracasso: