Má ideia para começar, má implementação para continuar. Tudo, a começar pelo nome pindérico em inglês (vistos “gold”), tresanda à desvalorização do país que este governo promoveu desde que tomou posse. Os vistos dourados são uma má ideia desde o início. Ridicularizam o princípio da igualdade (“todos os estrangeiros sãoiguais desde que tenham meio milhão de euros para comprar apartamentos de luxo em Portugal”). Vendem aquilo que nãodeve ser vendido, a possibilidade de emigrar e residir primeiro, a nacionalidade e a cidadania depois. Criam entre os países europeus uma corrida indigna: Malta já oferece cidadania europeia a quem a compre por dois milhões de euros sem precisar de pôr os pés no país. E são uma porta aberta para a fuga de capitais e para a lavagem de dinheiro. Enquanto seres humanos morrem no Mediterrâneo por serem imigrantes e refugiados, alguns dos que roubam os recursos dos seus países podem comprar em toda a segurança a sua residência no espaço europeu.