A Bolha Central

Minha crónica de hoje no Público: “Sem esquerda nem direita, mas apenas os de dentro contra os de fora, um governo de Bloco Central não dará alternativa, nem sequer alternância, nem sequer o suspiro de uma dança de cadeiras.” Ler o resto clicando abaixo: A Bolha Central

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Uma justa liberdade

Nos tempos que correm, não há missão mais urgente e primeira do que exigir, para nós e para os outros, esta justa liberdade sem dominação. Um rebelde e republicano inglês, Richard Rumbold, à espera de ser enforcado no ano de 1685, disse uma vez estas palavras: “não pude nunca acreditar que a Divina Providência tivesse dado ao mundo uns poucos homens, já calçados de botas e esporas, e prontos para cavalgar, e criado milhões de outros já com selas nas costas e rédeas na boca, prontos para serem cavalgados”. Encontram-se estas palavras no início do último livro do filósofo Philip Pettit sobre o conceito cívico e republicano de liberdade (“Just freedom” — ainda não editado em Portugal). O sentimento que as anima não está desatualizado.

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Nem tudo o que luz é ouro

Má ideia para começar, má implementação para continuar. Tudo, a começar pelo nome pindérico em inglês (vistos “gold”), tresanda à desvalorização do país que este governo promoveu desde que tomou posse. Os vistos dourados são uma má ideia desde o início. Ridicularizam o princípio da igualdade (“todos os estrangeiros sãoiguais desde que tenham meio milhão de euros para comprar apartamentos de luxo em Portugal”). Vendem aquilo que nãodeve ser vendido, a possibilidade de emigrar e residir primeiro, a nacionalidade e a cidadania depois. Criam entre os países europeus uma corrida indigna: Malta já oferece cidadania europeia a quem a compre por dois milhões de euros sem precisar de pôr os pés no país. E são uma porta aberta para a fuga de capitais e para a lavagem de dinheiro. Enquanto seres humanos morrem no Mediterrâneo por serem imigrantes e refugiados, alguns dos que roubam os recursos dos seus países podem comprar em toda a segurança a sua residência no espaço europeu.

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A solução está na cara

Esse plano é simples. A União Europeia não pode levantar impostos em nome próprio, mas a Comissão Europeia pode cobrá-los para os estados-membros.  Numa época saturada por pequeno e médios escândalos, é de esperar que os grandes e verdadeiros escândalos passem despercebidos. Falemos hoje, como prometido, das multinacionais que fogem legalmente a pagar impostos nos países onde realizam as suas transações. Não há como escamotear a dimensão do roubo. Falamos de multinacionais que beneficiam de investimento público na tecnologia e na investigação, que beneficiam de consumo privado em todos os nossos países, que na União beneficiam de um mercado único de 500 milhões de consumidores. Falamos de empresas que — no caso do setor financeiro — têm beneficiado de resgates pagos pelo trabalhador e contribuinte com cortes de salários e subidas de impostos. Falamos de um rombo anual de centenas de milhares de milhões de euros. O escândalo não é só financeiro, mas moral.

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