“Tenhamos bem presente sempre o bom exemplo do Japão, e para confronto, o da Turquia” – Jaime Leote do Rego, oficial da marinha e governador de São Tomé e Príncipe acabado de regressar a Lisboa, há 99 anos. Há noventa e nove anos uma carreira política podia implicar três coisas: entrar no partido republicano, escrever n’O Século, e participar em duelos. Para um cavalheiro de quarenta e seis anos chamado Jaime Leote do Rego, oficial da marinha e governador de São Tomé e Príncipe acabado de regressar a Lisboa, as três foram verdade. O duelo à espada deu-se na Estrada da Ameixoeira, contra o seu companheiro d’armas Nunes Ribeiro. O seu primeiro congresso do Partido Republicano foi na Figueira da Foz, onde ouviu falar Afonso Costa sobre defesa nacional. A publicação n’O Século foi consequência dessa experiência. Numa crónica de 20 de maio de 1914, destacada na primeira página, a três colunas, Leote do Rego proclamava: “obtido o equilibrio financeiro, torna-se urgente reorganizar o exercito e a marinha, a fim de que o paiz seja respeitado e a Republica prestigiosa”. O que me chamou a atenção, porém, foi a comparação entre nações que se segue, abreviada.