1913

Estes loucos no poder aproveitaram um período de relativa acalmia para acender um fósforo no paiol. As consequências são imprevisíveis, em particular para as bancas dos países do sul. A irresponsabilidade dos líderes europeus não conhece limites. Em Bruxelas, Frankfurt, Berlim, Lisboa… ou Nicósia. Chipre, governado nos últimos cinco anos por um partido comunista, transformou-se no paraíso de qualquer capitalista lunático, onde é praticamente mais fácil abrir um banco do que uma conta no banco, as empresas quase não pagam imposto e a cidade de Limassol tem registadas incontáveis companhias fictícias. Em resultado, Chipre tornou-se no terceiro maior investidor estrangeiro direto na Rússia. Não, não é porque esta meia-ilha quase sem exportações se tenha tornado numa potência económica — é apenas o dinheiro, muitas vezes criminoso, dos oligarcas russos, que volta branqueado para o país de origem, pronto a comprar apartamentos, abrir lojas de luxo e asfaltar florestas (onde se lê “Chipre” e “Rússia”, poderá ler-se em breve “Portugal” e “Angola”). Também não por acaso, armas russas passaram por Chipre para entregar a Bachir Al-Assad — em plena presidência cipriota da UE que tinha decidido um embargo de armas à Síria! Quando a crise chegou, este governo fez tudo o que manda a cartilha,

Read more
Skip to content