Sobre a saída do Daniel Oliveira do Bloco

O Daniel Oliveira comunicou ontem, através de uma carta de 5 páginas que enviou à direção do Bloco de Esquerda, a sua demissão do partido onde militou durante 14 anos, desde o início. Sou amigo do Daniel e não posso impedir-me de começar por aí. O Daniel pode não ter sido um dos quatro fundadores do Bloco (a absurda razão que Francisco Louçã encontrou, após as eleições de 2011, para me difamar acusando-me de “falsificar a história” e passar mentiras a jornalistas) mas esteve entre os militantes de primeira hora do partido. Durante os quatorze anos seguintes não poupou esforços no partido, como dirigente, como funcionário e conselheiro, e depois como militante de base. Nos últimos tempos, foi praticamente a única voz incómoda que restou ao Bloco, o que é talvez o maior serviço que lhe prestou. Nunca fui militante de um partido, mas não é preciso tê-lo sido para se entender que esta deve ter sido uma decisão difícil. Portanto, vai daqui um abraço solidário e público para o Daniel.

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Concurso de mini-ensaios

Já terminou o prazo para o envio dos mini-ensaios. Recebemos mais de 100 candidaturas oriundas de jovens de todo o país. Agradeço a todos os candidatos e candidatas pela participação no concurso e pelos ensaios que serão todos lidos com a devida atenção. Divulgaremos os resultados no próximo dia 18 de Março. *** Seleção de 15 jovens para representar Portugal no encontro “Youth in crisis” — Bruxelas, 10 de abril 2013 No próximo dia 10 de abril, em Bruxelas, um grupo de deputados europeus entre os quais se contam três alemães, uma dinamarquesa, um espanhol catalão, uma francesa, um grego e um português (eu) vão realizar uma experiência inédita de democracia deliberativa. Reuniremos no Parlamento Europeu mais de uma centena de jovens oriundos de todos estes países para discutir a crise e a juventude na União. Distribuídos por quatro grupos de problemas — democracia, economia, sociedade e ambiente — os participantes nestes encontros utilizarão vários métodos de debate e decisão para definir esses problemas, identificar possibilidades de solução e preparar propostas de futuro comum europeu. Cada deputado poderá convidar entre dez e vinte jovens à sua escolha, cuja viagem e estadia serão pagas pelo programa de visitantes do Parlamento Europeu. No meu caso, convidarei quinze jovens residentes em território português, — mas decidi levar o desafio mais longe. É muito importante que os jovens vindos do Sul da Europa, e em particular de Portugal, possam ser sinceros na comunicação dos problemas específicos que afligem os nossos países, e persuasivos na explicação do que significam esses problemas para o nosso futuro comum europeu. Há certamente muitos jovens capazes de o fazer à sua maneira. Como saber quem são? A melhor maneira que encontrei foi a abertura de um concurso-relâmpago para ensaios sobre “juventude, crise e Europa”. Este concurso está aberto durante a próxima semana para jovens residentes em território nacional, entre 18 e 35 anos, portugueses ou não. Os ensaios devem ter o tamanho máximo das minhas crónicas no Público — 3200 caracteres — e ser entregues em PDF para o email juventudecrise@gmail.com até ao dia 11 de março, paginados de forma a não exceder uma página A4 impressa frente e verso. De entre os ensaios enviados escolherei pessoalmente a melhor seleção de qualidade e diversidade que me for possível. Se necessário tentarei equilibrar essa escolha em termos de género, residência e área de estudos ou de trabalho, na intenção de obter um grupo plural e de qualidade. Os ensaios que não forem escolhidos serão preservados e os seus autores poderão vir a ser convidados mais tarde para outras iniciativas semelhantes. Os autores deverão enviar por email, junto com o PDF do seu mini-ensaio, os seguintes dados:  – Nome completo – Data de nascimento – Endereço de residência – Imagem digitalizada de BI, Cartão do Cidadão ou Passaporte. – Informação sobre as línguas que domina (conhecimento de inglês, francês ou alemão poderão ser preferenciais) – Declaração de disponibilidade para poder viajar para Bruxelas entre os dias 9 e 11 de abril. – Autorização para eventual publicação, com autoria devidamente identificada, do mini-ensaio. Os resultados serão divulgados até 18 de março.

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Na história

Nesta crise, precisamos mais de historiadores, ou de economistas que saibam história, do que de economistas que desdenhem a história. Estes últimos, em particular, são um verdadeiro sinal de perigo. Um economista e comentador, Camilo Lourenço, afirmou recentemente que os historiadores são inúteis para a economia. Enquanto historiador, eu poderia fazer aqui a defesa da minha profissão na economia ou a defesa do estudo da história para um ser humano completo. Isso é verdade, mas não chega. Desejo defender um argumento mais ambicioso. Na verdade,

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