Acima de tudo, pouco disto chegará a ser política comunitária sem uma democracia europeia com eleição do executivo da União. Diz–se que um político português de primeira linha, no tempo em que andava nas juventudes partidárias, foi convidado a visitar a uma capital francófona para um encontro do movimento europeu. A certa altura, calhou-lhe fazer um discurso, soporífero como era seu hábito, e quando viu que o público estava aborrecido de morte, tentou dar um sobressalto às suas palavras , espetando o dedo no ar e gritando: “il faut résoudre le problème du fromage!” Os ouvintes ficaram perplexos: o queijo?! o problema do queijo?! Qual é o problema do queijo e porque é necessário resolvê-lo? Só quando o bravo homem desceu do palanque foi possível resolver a confusão. Falando em francês, o nosso jovem político tinha querido dizer que era preciso resolver o problema do desemprego, e tinha misturado duas palavras, querendo dizer “chômage”, que significa desemprego, saiu-lhe “fromage”, que se está mesmo a ver que é queijo. No fim de contas, não é vergonha: o discurso foi feito, e vinte anos depois ainda é lembrado. E ficou a lição: