E por que não muito melhor?

E é sempre possível, como diziam os antigos, que o pensamento leve à palavra, a palavra à persuasão, e a persuasão à boa vida e o bom governo. É bom que voltemos a aprender essa verdade. Há anos que o debate se faz em torno destes pólos: há os que dizem que temos que ficar muito pior, e os que querem resistir a isso para não ficarmos tão mal. Fala-se em “resgatar” do desastre ou em “travar” o desastre, no máximo em “inverter” a tendência. A próxima geração, diz-se, vai viver pior do que esta — ou luta-se para que não perca ao menos as conquistas da geração anterior. Mas por que não se diz, nem se imagina sequer, que ela possa viver muito melhor?

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