E no fim ganham os bancos

Na verdade não há diferença, nem novidade nenhuma, desde o início desta crise. A lição é sempre a mesma. As pessoas têm de sofrer. Os bancos não. Quando a certa altura se percebeu que a sociedade não via razões para que as pessoas do mesmo sexo não pudessem casar, os adversários desta ideia jogaram uma última cartada: “deem-lhes os direitos todos, façam exatamente o mesmo que fariam com casais de sexos diferentes, só não lhe chamem é casamento”. “Só não lhe chamem casamento” tornou-se assim o foco de toda a atividade de um movimento que tinha perdido tudo o resto. Enquanto vejo o jogo de futebol entre a Espanha e a Itália (ou seja, o último e o próximo país da eurozona a precisarem de um resgate) penso que uma coisa semelhante está a acontecer ao ordoliberalismo que domina a Europa. A Espanha pediu ontem um resgate, e um resgate de cem mil milhões de euros lhe foi concedido, com uma grande condição: só não lhe chamem resgate

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