Brincando com o fogo

“O incêndio tem agora vários focos. O pânico generalizou-se e ninguém se entende.” Imagine-se uma rua. Vinte e sete casas espalhadas ao longo dela, das quais dez são vivendas; outras dezassete têm paredes meias. O incêndio começou numa destas, onde o vizinho grego guardava papel velho e toda a espécie de tralha, sem dizer nada a ninguém. Num instante as chamas já eram maiores do que o homem. Não era suposto aquilo acontecer: na Comissão de Moradores todos tinham prometido limitar as quantidades de papel e madeira em casa. Mas e agora? Algumas das casas mais ricas tinham reservatórios de água e os transeuntes correram a bater à porta da vizinha alemã. “Agora não posso”, disse ela, “tenho visitas”

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