A cabeça a meia-haste

Constituição da República Portuguesa, artigo 7, número 3, onde se lê: “Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.” O nosso primeiro-ministro e ministro dos negócios estrangeiros parecem, porém, ter uma opinião diametralmente oposta.  A torrente constante de notícias sobre a crise poderia ter o efeito de nos despertar. Em vez disso, atordoa-nos. Entre o medo do que aí vem e a pena de si mesmo, Portugal só tem dois temas: os seus problemas ou tema nenhum. Os nossos governantes dão o exemplo. Se o mundo nos interpela, respondem que Portugal não tem opinião mas — se tiver mesmo que ter uma opinião — terá a opinião que tiver a Alemanha na Europa. Ou os EUA no mundo. De repente vem um povo bem mais lixado pela História do que nós e pergunta-nos: sim ou não? Esse povo vive resumido a dois cantos do país que acreditam ser o seu e ainda assim colonizados, ocupados, ou refugiados pelo mundo. A pergunta que esse povo nos faz é:

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