Um projeto político precisa de idealismo para marcar a diferença em relação ao que existe. E pragmatismo porque terá de construir uma maioria, e essa maioria só se faz com os que são diferentes de nós.
Costuma dizer-se que toda a política é local — ou seja, que uma eleição se ganha ou perde pelo mais paroquial preconceito. Mesmo que fosse verdade, deveríamos fazer política para que se torne mentira.
Considerem a seguinte história. Há uns anos, a província italiana da Puglia preparava-se para eleger um governador. Região conservadora, pobre, há anos nas mãos dos clientelismo e da versão local da mafia, a Sacra Corona Unita. A esquerda, como sempre, dividida. Os caciques já tinham as suas escolhas em mente e os aparelhos partidários em campo.
Mas houve uma ideia simples que se intrometeu. Continuar a ler ‘Um ressurgimento’





