Ponham os olhos na Islândia — agora

Como se está a sair a Islândia? Num critério central o governo de esquerda está a fazer um trabalho notável: o desemprego caiu para quase metade. Numa semana de 2008, entre o fim de Setembro e o início de Outubro, foram à falência os três maiores bancos da Islândia. Juntos valiam dez vezes mais do que a economia do país. Ora, nos anos anteriores este país insular de trezentos mil habitantes não tinha só aplicado a receita do costume — desregulação, desregulação, desregulação —; como tinha feito dela uma experiência. Os bancos tiveram rédea larga para criar e investir nos mais sofisticados produtos financeiros. Quando a bolha rebentou deixaram milhares de clientes — principalmente no Reino Unido e na Holanda — na mão; e os islandeses com uma dívida que não tinham feito nada para contrair. O país estava na falência; a coroa islandesa caiu sessenta por cento; ainda mais rapidamente caiu o governo de direita que tinha governado durante os dezoito anos anteriores. Quando foram a eleições, os islandeses viraram energicamente à esquerda, dando a vitória aos sociais-democratas, de centro-esquerda, e à aliança verde-vermelha, de esquerda radical. O novo governo tem cinco ministros de cada um desses partidos. Em suma: crise chegou lá primeiro e com mais força;

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