Ray Bradbury não morreu

Fantástico não era desembarcarem extraterrestres como nos outros livros de Ray Bradbury. Era ser rapaz e ler livros em que desembarcassem extraterrestres. Era no tempo dos telefones fixos e havia um coronel aposentado que ligava para um velho amigo na Cidade do México. Abre a janela e espeta o telefone do lado de fora, dizia ele; eu quero escutar os barulhos que sobem da praça do Zócalo, e as vendedoras apregoando mamão e polpa de cacto, e os índios dos 400 povos fazendo confusão aí embaixo. Isto era em A Cidade Fantástica, de Ray Bradbury, já mais de metade do livro andado. Eu tinha chegado até ali desconfiado. Mas então não passa disto? Numa coleção de ficção científica? Quando é que desembarcam os extraterrestres?

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