Com três autores — Fausto, Sérgio Godinho, José Mário Branco — o jogo pode ser levado mais longe. Eles tornam-se numa espécie de prisma da história. Mudou a hora, e um país outonal como o nosso reencontra-se com o seu clima interior. Quem nos vê a partir de fora poderá surpreender-se; afinal o Sol, e o clima quente, e a brisa amena, e a posição geográfica e a língua latina poderá equivocá-lo. Mas nós sabemos que somos um país outonal, introspectivo, melancólico. No Campo Pequeno, cantam José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto. A voz do primeiro é densa e não dúctil. A do segundo lúdica e talvez sensual. A de Fausto, talvez a mais delicada, mas nunca simples. Eles fazem sentido ali naquele palco, pelas suas diferenças também.