O vídeo de Maitê não me dói enquanto português. O problema é que me dói enquanto brasileiro. Aqui há dias lembrei-me de uma colega brasileira, A.C., que de entre todas as profissões do mundo logo foi escolher ser antropóloga. Uma vez, sentados para jantar numa mesquita parisiense, A.C. pediu para beber uma cerveja. O empregado disse-lhe “não temos”. “Não tem cerveja!?”. “Não, senhora. Temos chá de menta, refrigerante…”. “E vinho, pode ser?”. “Não temos nada com álcool, senhora”. “Mas eu quero algo com álcool!”. “Mas isto aqui é uma mesquita, senhora.” “Uma mesquita? Pois eu acho isso um absurdo!”. E prosseguiu contando piadas sobre portugueses. A.C. era ecuménica na sua falta de tacto.