Num país mais do que viável

A questão é mesmo onde estão os portugueses; souberam angustiar-se e sofrer com Timor Leste. Mas parece que não sabem o que fazer agora. Díli, Timor Leste. — Os pessimistas estão sempre em vantagem. Se as coisas correm mal, ganham porque tiveram razão. Se as coisas correm bem, ninguém se lembra que eles erraram; todos sentem que ganharam, e eles ganham também. Os optimistas estão sempre em desvantagem. Se as coisas correm mal, perdem mais ainda por terem tido a imprevidência de ser optimistas. Se as coisas correm bem, — bem, então nesse caso toda a gente se esquece que eles acertaram, ninguém pensa mais no assunto, toda a gente sente que ganhou, — e os optimistas, no máximo, empatam. Aqui em Timor Leste, as pessoas dão-se ao luxo de estar optimistas, Dos yuppies engravatados das embaixadas aos hippies desgrenhados das ONG’s, todos me dizem que “Timor Leste não está nem sequer perto de ser um estado falhado”. Acima de tudo, são os próprios timorenses de todos os tipos, do governo à oposição e da universidade ao campo, que nos fazem pensar que Timor Leste está bastante melhor do que simplesmente não ser um estado falhado.

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