Небольшая книга о Великом Землетрясении.

Небольшая книга о Великом Землетрясении. Очерк 1755 года. (Nebol’shaia kniga o Velikom Zemletriassénii. Otcherk 1755 goda – O Pequeno Livro do Grande Terramoto. Ensaio sobre o ano de 1755) São Petersburgo, Imprensa da Universidade Europeia de São Petersburgo, 2009. Em Novembro de 2005 recebi um email de uma colega historiadora da arte, Olga Roussinova, que tinha colaborado com o Museu do Hermitage e dava aulas na Universidade Europeia de São Petersburgo. Ela tinha estudado a forma como as catástrofes de São Petersburgo no século XIX — grandes inundações inesperadas, principalmente, causadas pelo degelo primaveril — tinham sido vistas pela Europa da época, e estava curiosa por saber se haveria semelhanças com a recepção do Grande Terramoto em 1755. Além disso, estava cada vez mais interessada pelo mundo lusófono e pela cultura portuguesa (mais tarde viria a Lisboa para encontros entre académicos eslavos e ibéricos) e tinha ficado interessada no meu livro, de que lhe enviei uma cópia. Muitos emails e visitas a Lisboa depois, ganhei uma amiga, além de uma leitora inteligente e uma colega brilhante. Este livro cuja capa reproduzo acima a ela o devo. Foi a Olga Roussinova que achou que ele teria qualidade e interesse para os leitores russófonos. Foi ela que, nos dois extremos da Europa, tratou das burocracias e dos apoios necessários. Foi também ela que conseguiu interessar para o projeto uma tradutora conceituada e cuidadosíssima, Elena Golubeva. E nada disto foi fácil: pelo meio, ainda houve um fecho suspeito da Universidade Europeia e da sua editorial antes das eleições russas, um caso que deu que falar aqui e aqui. Para coroar a aventura, a Olga Roussinova ainda me honrou com o prefácio ao livro. Compreendam então que use este blogue para um agradecimento pessoal à amiga e colega: Спасибо больщой, Ольга!

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A vingança da União Nacional

Na Ferreiralândia, o ideal mesmo era não aparecermos no mapa para “eles” não saberem que existimos. Assistir a uma entrevista a Manuela Ferreira Leite começa a ser uma sofrida sucessão de sentimentos: impaciência, nervosismo, pena, desconforto, incredulidade, pena outra vez e — crucialmente — síndrome da vergonha alheia. A gente torce-se na cadeira ao ver como Manuela Ferreira Leite se torce na cadeira, a gente cerra os dentes à espera da próxima pergunta, a gente respira fundo porque a pergunta é fácil e, finalmente, a gente pergunta como foi possível. Sim, é assim, e vocês sabem do que eu estou a falar.

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