Uma nova simplicidade

há dois tipos de simplicidade. A simplicidade estúpida: o fascismo, a ditadura, a agressividade e a guerra. E a simplicidade inteligente: a democracia, a participação, o pluralismo e a cooperação pacífica. Ali por 1998 li um exuberante artigo anunciando a “Nova Economia”. A vulgarização da internet, ainda no início, iria mudar tudo: veríamos nascer novas formas de trabalho e de distribuição numa rede potencialmente infinita à escala global. Cada um dos nós dessa rede, defendia o autor, mudaria os pressupostos da velha economia. Não havia nenhuma razão para crer que os habituais ciclos de expansão e retracção se mantivessem neste novo mundo com novas regras. Estávamos à beira de uma economia de crescimento interminável; provavelmente, já tínhamos até entrado numa era sem recessões. Tudo bem: seria fácil escarnecer da ingenuidade hiperbólica deste artigo.

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