O pé-frio

  Barack Obama: como candidato, a guerra do Iraque o fez nascer, a crise económica o consolidou. E não, não foi por ele ser negro.   Final do campeonato europeu de futebol, 2000. A poucos segundos de acabar o jogo, a Itália vence a França por 1-0. Com pressa para sair de casa e desejando felicitar o meu casal luso-italiano favorito, faço imediatamente uma chamada telefónica. Quando atenderam do outro lado ouço uma série de palavrões em italiano. A França acabara de empatar o jogo. No prolongamento em sistema de morte súbita, a França marcou mais um golo e sagrou-se campeã europeia.   O ocorrido consolidou a minha fama de optimista que dá azar, aquilo a que os brasileiros chamam “pé-frio”. A Valeria Pansini, uma doutorada em História da Ciência, acredita até hoje que a Itália perdeu a taça por minha culpa.   Neste contexto surpersticioso, tenho amigos que se arrepiaram sempre que eu aqui apostei na vitória de Barack Obama

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