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	<title>Comentários em: Tomem e desembrulhem</title>
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		<title>Por: Augusto Küttner de Magalhães</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/tomem-e-desembrulhem/comment-page-1/#comment-1608</link>
		<dc:creator>Augusto Küttner de Magalhães</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 21:23:12 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Rui Tavares
Talvez seja efectivamente uma oportuna altura, de se começar a falar muito menos de política, ou melhor da nossa politica caseira, e alargarmo-nos a outros temas. O Rui tem suficientes conhecimentos para isso fazer. Desafio-o – se achar por bem-  de começar a falar/escrever sobre a UE, sobre a NATO sobre os limites de países a entrar na UE, sobre qual o desecho/ou não de entrar a Turquia. Qual a posição de uma União unida, num mundo globalizado. Qual as possibilidaddes de melhor humanizar uma globalização excessivamente economica. Fugindo  Utopias entrar, assumir realidades!!(sei que não gosta dos !!!!!, mas não é provocação, é ser mau escritor)

Um abraço

Augusto Küttner de Magalhães</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rui Tavares<br />
Talvez seja efectivamente uma oportuna altura, de se começar a falar muito menos de política, ou melhor da nossa politica caseira, e alargarmo-nos a outros temas. O Rui tem suficientes conhecimentos para isso fazer. Desafio-o – se achar por bem-  de começar a falar/escrever sobre a UE, sobre a NATO sobre os limites de países a entrar na UE, sobre qual o desecho/ou não de entrar a Turquia. Qual a posição de uma União unida, num mundo globalizado. Qual as possibilidaddes de melhor humanizar uma globalização excessivamente economica. Fugindo  Utopias entrar, assumir realidades!!(sei que não gosta dos !!!!!, mas não é provocação, é ser mau escritor)</p>
<p>Um abraço</p>
<p>Augusto Küttner de Magalhães</p>
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		<title>Por: Rui Sousa</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/tomem-e-desembrulhem/comment-page-1/#comment-1607</link>
		<dc:creator>Rui Sousa</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 12:56:37 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Rui Tavares, devo dizer, antes de mais, que não tenho qualquer ligação a partidos em termos formais ou sequer ideológicos. Tenho e procuro manter sempre a isenção ( tanto como é possível , como é óbvio ) e consequentemente a devida distância na análise destas questões e principalmente na hora da decisão do meu voto que é o que mais me importa. Por isso não deixo de ficar espantado sempre que os partidos políticos e os seus líderes acenam com chavões e frases feitas para adormecer ou conquistar eleitorado não pensando um segundo sequer que devem, antes de mais, respeito pela inteligência das pessoas. As pessoas não são todas parvas. Sendo assim e não tendo eu nada, mas mesmo nada que ver com o P.S. e com o Sócrates devo dizer que no meu modesto ponto de vista ele foi um bom P.M., senão mesmo o melhor P.M. dos últimos larguíssimos anos. Há duas coisas que normalmente lhe apontam para o diminuírem: ter mentido e ser arrogante ( a questão da concordância ou não das politicas são questões ideológicas que deixarei para outra altura ). É verdade que o P.M. mentiu em relação à questão dos impostos ( não sei se propositado ou não ) e eu não gosto de mentiras, e sei que se ele tivesse dito que aumentaria os impostos não teria ganho a maioria. Mas depois disso houve um bom resultado com o deficit, diminuindo-o para números que ficaram de acordo com os objectivos propostos. Conclusão, alcançaram-se os objectivos. Foi mentira sim senhor, mas não foi para interesse próprio. O país saiu beneficiado. Depois veio a crise e a oposição ( toda, sem excepção ) cavalgou a onda tentando fazer-nos crer que o responsável pelo desemprego, pelo deficit, e pelas falências era culpa do governo ( estão a brincar connosco, não ? ). Houve erros? Claro que sim, mas eu acho que os políticos falham redondamente quando tentam colocar tudo no mesmo saco e tirar aproveitamento das desgraças alheias só por mero interesse partidário/ pessoal. O que esta vitória diz é que apesar das campanhas baixas ao P.M. que existiram durante esta legislação as pessoas continuam a achar que ele merece governar o país e confiam nele. Chamam-lhe arrogante porque é fiel às suas ideias e à sua consciência. Mas quando o líder do B.E. exala nos seus discursos e comentários um ódio e raiva visceral pelo P.M., isso já não é arrogância? E já agora, em relação ao titulo deste post “ Tomem e desembrulhem “ não há aqui uma carga de arrogância e prepotência? Eu não sou inocente nem acredito na inocência de quem está no poder, mas tb não sou inocente em relação à oposição. Não sou inocente em relação às campanhas vergonhosas da TVI/ Manuela Moura Guedes, às campanhas de asfixia democrática e para acabar às escutas de Belém e a toda esta palhaçada do Presidente da Republica que mais uma vez serviu logo de onda para que alguns cavalgassem. José Sócrates ganhou as eleições, mas o que a oposição diz é que o governo, ou faz o que a oposição quer ou não vai conseguir governar. Dizem que o P.M. tem que ser dialogante ( e dizem-no com toda a arrogância de quem sabe que tem um P.M. refém ). Dizem que ele tem que ceder, mas não se mostram dispostos a ceder, eles próprios. Expliquem-me como é que se consegue ser dialogante se a oposição não se mostra disponível para dialogar ( faz-me lembrar a fenprof e o seu brilhante líder )? Isto não é arrogância? Não, dirão alguns, é a defesa dos trabalhadores. E os que votaram no Sócrates não são trabalhadores? Tenham um bocadinho de vergonha, todos, sem excepção. A lógica do eixo do mal, de que uns são santos e outros pecadores, já não há pachorra. Fariam todos melhor se cada um assumisse as suas responsabilidade e colocassem o interesse do país acima dos seus próprios interesses. E pronto acabei tb com um chavão já que os políticos gostam tantos de chavões.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rui Tavares, devo dizer, antes de mais, que não tenho qualquer ligação a partidos em termos formais ou sequer ideológicos. Tenho e procuro manter sempre a isenção ( tanto como é possível , como é óbvio ) e consequentemente a devida distância na análise destas questões e principalmente na hora da decisão do meu voto que é o que mais me importa. Por isso não deixo de ficar espantado sempre que os partidos políticos e os seus líderes acenam com chavões e frases feitas para adormecer ou conquistar eleitorado não pensando um segundo sequer que devem, antes de mais, respeito pela inteligência das pessoas. As pessoas não são todas parvas. Sendo assim e não tendo eu nada, mas mesmo nada que ver com o P.S. e com o Sócrates devo dizer que no meu modesto ponto de vista ele foi um bom P.M., senão mesmo o melhor P.M. dos últimos larguíssimos anos. Há duas coisas que normalmente lhe apontam para o diminuírem: ter mentido e ser arrogante ( a questão da concordância ou não das politicas são questões ideológicas que deixarei para outra altura ). É verdade que o P.M. mentiu em relação à questão dos impostos ( não sei se propositado ou não ) e eu não gosto de mentiras, e sei que se ele tivesse dito que aumentaria os impostos não teria ganho a maioria. Mas depois disso houve um bom resultado com o deficit, diminuindo-o para números que ficaram de acordo com os objectivos propostos. Conclusão, alcançaram-se os objectivos. Foi mentira sim senhor, mas não foi para interesse próprio. O país saiu beneficiado. Depois veio a crise e a oposição ( toda, sem excepção ) cavalgou a onda tentando fazer-nos crer que o responsável pelo desemprego, pelo deficit, e pelas falências era culpa do governo ( estão a brincar connosco, não ? ). Houve erros? Claro que sim, mas eu acho que os políticos falham redondamente quando tentam colocar tudo no mesmo saco e tirar aproveitamento das desgraças alheias só por mero interesse partidário/ pessoal. O que esta vitória diz é que apesar das campanhas baixas ao P.M. que existiram durante esta legislação as pessoas continuam a achar que ele merece governar o país e confiam nele. Chamam-lhe arrogante porque é fiel às suas ideias e à sua consciência. Mas quando o líder do B.E. exala nos seus discursos e comentários um ódio e raiva visceral pelo P.M., isso já não é arrogância? E já agora, em relação ao titulo deste post “ Tomem e desembrulhem “ não há aqui uma carga de arrogância e prepotência? Eu não sou inocente nem acredito na inocência de quem está no poder, mas tb não sou inocente em relação à oposição. Não sou inocente em relação às campanhas vergonhosas da TVI/ Manuela Moura Guedes, às campanhas de asfixia democrática e para acabar às escutas de Belém e a toda esta palhaçada do Presidente da Republica que mais uma vez serviu logo de onda para que alguns cavalgassem. José Sócrates ganhou as eleições, mas o que a oposição diz é que o governo, ou faz o que a oposição quer ou não vai conseguir governar. Dizem que o P.M. tem que ser dialogante ( e dizem-no com toda a arrogância de quem sabe que tem um P.M. refém ). Dizem que ele tem que ceder, mas não se mostram dispostos a ceder, eles próprios. Expliquem-me como é que se consegue ser dialogante se a oposição não se mostra disponível para dialogar ( faz-me lembrar a fenprof e o seu brilhante líder )? Isto não é arrogância? Não, dirão alguns, é a defesa dos trabalhadores. E os que votaram no Sócrates não são trabalhadores? Tenham um bocadinho de vergonha, todos, sem excepção. A lógica do eixo do mal, de que uns são santos e outros pecadores, já não há pachorra. Fariam todos melhor se cada um assumisse as suas responsabilidade e colocassem o interesse do país acima dos seus próprios interesses. E pronto acabei tb com um chavão já que os políticos gostam tantos de chavões.</p>
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		<title>Por: rui tavares</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/tomem-e-desembrulhem/comment-page-1/#comment-1606</link>
		<dc:creator>rui tavares</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 11:06:55 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Diogo:

Duas coisas. Momento eleitoral e falta de tempo. Também sinto falta de escrever sobre outras coisas, veremos se a actualidade deixa...

Um abraço e não lhe levo a mal o comentário</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Diogo:</p>
<p>Duas coisas. Momento eleitoral e falta de tempo. Também sinto falta de escrever sobre outras coisas, veremos se a actualidade deixa&#8230;</p>
<p>Um abraço e não lhe levo a mal o comentário</p>
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		<title>Por: Diogo Mesquita</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/tomem-e-desembrulhem/comment-page-1/#comment-1605</link>
		<dc:creator>Diogo Mesquita</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 10:51:06 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Rui, 
 
Já há tempos tive para lhe escrever um e-mail. Na altura queria dizer-lhe o quanto gostava de o ler, que o rui tinha uma capacidade de síntese e de captar o âmago da questão incomparável para mim e que, enfim, era a minha parte favorita do público que eu teimava em acabar de ler com um: &quot;ah, muito bem visto, muito bem posto&quot;.

Mas pergunto: O que se passou desde que foi eleito para o parlamente europeu?
Desde esse momento, e permita-me a franqueza porque se lho digo é porque o estimo, o rui está um chato. Já só fala da politiquice caseira e sempre do ponto de vista de quem perdeu completamente a isenção e a objectividade (ou as restantes subjectividades). Já não nos fala de terramotos, da nossa cidade, de história, da política de valores maiores, e muito menos do mundo, que como sabe, não se esgota em Sócrates ou na missão do BE.

O espaço da sua coluna passou a ser uma qualquer tribuna de um comício do BE. E corre o sério risco de começar a ser comparado com um disco estragado que repete sempre o mesmo. O Rui perdeu o tom do distanciamento.

Peço-lhe que não confunda as minhas palavras com qualquer inclinação político partidária. O que eu lamento é a absorção pela massa indissociável que é o jornalismo Português de um dos últimos satélites que ainda me inspirava.

Cumprimentos, 

Diogo Mesquita</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rui, </p>
<p>Já há tempos tive para lhe escrever um e-mail. Na altura queria dizer-lhe o quanto gostava de o ler, que o rui tinha uma capacidade de síntese e de captar o âmago da questão incomparável para mim e que, enfim, era a minha parte favorita do público que eu teimava em acabar de ler com um: &#8220;ah, muito bem visto, muito bem posto&#8221;.</p>
<p>Mas pergunto: O que se passou desde que foi eleito para o parlamente europeu?<br />
Desde esse momento, e permita-me a franqueza porque se lho digo é porque o estimo, o rui está um chato. Já só fala da politiquice caseira e sempre do ponto de vista de quem perdeu completamente a isenção e a objectividade (ou as restantes subjectividades). Já não nos fala de terramotos, da nossa cidade, de história, da política de valores maiores, e muito menos do mundo, que como sabe, não se esgota em Sócrates ou na missão do BE.</p>
<p>O espaço da sua coluna passou a ser uma qualquer tribuna de um comício do BE. E corre o sério risco de começar a ser comparado com um disco estragado que repete sempre o mesmo. O Rui perdeu o tom do distanciamento.</p>
<p>Peço-lhe que não confunda as minhas palavras com qualquer inclinação político partidária. O que eu lamento é a absorção pela massa indissociável que é o jornalismo Português de um dos últimos satélites que ainda me inspirava.</p>
<p>Cumprimentos, </p>
<p>Diogo Mesquita</p>
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		<title>Por: A. Nóvoa</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/tomem-e-desembrulhem/comment-page-1/#comment-1604</link>
		<dc:creator>A. Nóvoa</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 09:51:41 +0000</pubDate>
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		<description>Sócrates tem tantas responsabilidades no diálogo à esquerda como os outros, Jerónimo e Louçã. Depois, para além dessas, tem mais uma pequena carga nos ombros: governar (esse pequeno pormenor que se deve exigir aos políticos, porque apesar de tudo e entre outras coisas ainda é para isso que se fazem eleições). Ora, como nem Jerónimo nem, sobretudo, Louçã, fazem ou sequer querem fazer uma pequena ideia do que isso seja, está montada a tenda para uma fantochada pegada à esquerda. E se nestes dois anos a direita se endireita então o poder cairá irremediavelmente nas suas mãos nas próximas legislativas. Jerónimo e Louçã serão basicamente e por certo coveiros da esquerda, e provavelmente do país. Parabéns. 

Quanto ao resultado do BE, é um fiasco. O BE não serve para nada neste momento, com concepções de economia primitivas e completamente ultrapassado pelo PS nas questões ditas &quot;causas fracturantes&quot;, dado que o PS tem por norma tentar de facto levar à prática as ideias que defende, em vez de se limitar a fazer barulho e adicionar canga ao anedotário político nacional.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sócrates tem tantas responsabilidades no diálogo à esquerda como os outros, Jerónimo e Louçã. Depois, para além dessas, tem mais uma pequena carga nos ombros: governar (esse pequeno pormenor que se deve exigir aos políticos, porque apesar de tudo e entre outras coisas ainda é para isso que se fazem eleições). Ora, como nem Jerónimo nem, sobretudo, Louçã, fazem ou sequer querem fazer uma pequena ideia do que isso seja, está montada a tenda para uma fantochada pegada à esquerda. E se nestes dois anos a direita se endireita então o poder cairá irremediavelmente nas suas mãos nas próximas legislativas. Jerónimo e Louçã serão basicamente e por certo coveiros da esquerda, e provavelmente do país. Parabéns. </p>
<p>Quanto ao resultado do BE, é um fiasco. O BE não serve para nada neste momento, com concepções de economia primitivas e completamente ultrapassado pelo PS nas questões ditas &#8220;causas fracturantes&#8221;, dado que o PS tem por norma tentar de facto levar à prática as ideias que defende, em vez de se limitar a fazer barulho e adicionar canga ao anedotário político nacional.</p>
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	<item>
		<title>Por: Nuno Ribeiro Ferreira</title>
		<link>http://ruitavares.net/textos/tomem-e-desembrulhem/comment-page-1/#comment-1603</link>
		<dc:creator>Nuno Ribeiro Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 03:44:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://ruitavares.net/?p=935#comment-1603</guid>
		<description>Rui Tavares, antes de mais, queria dar-lhe os parabéns por um excelente texto que define, clara e objectivamente, aquilo que foi a noite eleitoral e aquilo que vai ser a futura governação. Concordo em absoluto que uma viragem de José Sócrates à direita, para P.Portas, representa fazer exactamente o oposto daquilo que o país quer. E o que os portugueses querem é ser governados à esquerda, com o PC e o BE, tendo como PM José Sócrates. Isto é mais do que claro e não é preciso ser politólogo para o concluir. Claro que isto exigirá de José Sócrates capacidade de diálogo e de negociação, que foi perdendo ao longo destes 4 anos, porque também nunca precisou disso. Agora, das duas uma: ou (re)aprende a dialogar e a negociar à esquerda, ou então não vai conseguir segurar o parlamento por muito tempo... Claro que os feitios chocam imenso, e Sócrates Louçã é uma díade no mínimo explosiva. Mas creio que Louçã e Jerónimo de Sousa não vão ser parvos a ponto de tomarem posições irredutíveis e radicalizadas, impedindo Sócrates de negociar com eles. É que se eles tomarem estas posições que impossibilitam o entendimento da esquerda maioritária, Sócrates virar-se-á erradamente para Portas e as pretensões da &quot;esquerda à esquerda do PS&quot; serão simplesmente ignoradas.Vamos aguardar para ver. Fiquei muito feliz em termos, novamente, uma assembleia da Républica e um Portugal de esquerda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rui Tavares, antes de mais, queria dar-lhe os parabéns por um excelente texto que define, clara e objectivamente, aquilo que foi a noite eleitoral e aquilo que vai ser a futura governação. Concordo em absoluto que uma viragem de José Sócrates à direita, para P.Portas, representa fazer exactamente o oposto daquilo que o país quer. E o que os portugueses querem é ser governados à esquerda, com o PC e o BE, tendo como PM José Sócrates. Isto é mais do que claro e não é preciso ser politólogo para o concluir. Claro que isto exigirá de José Sócrates capacidade de diálogo e de negociação, que foi perdendo ao longo destes 4 anos, porque também nunca precisou disso. Agora, das duas uma: ou (re)aprende a dialogar e a negociar à esquerda, ou então não vai conseguir segurar o parlamento por muito tempo&#8230; Claro que os feitios chocam imenso, e Sócrates Louçã é uma díade no mínimo explosiva. Mas creio que Louçã e Jerónimo de Sousa não vão ser parvos a ponto de tomarem posições irredutíveis e radicalizadas, impedindo Sócrates de negociar com eles. É que se eles tomarem estas posições que impossibilitam o entendimento da esquerda maioritária, Sócrates virar-se-á erradamente para Portas e as pretensões da &#8220;esquerda à esquerda do PS&#8221; serão simplesmente ignoradas.Vamos aguardar para ver. Fiquei muito feliz em termos, novamente, uma assembleia da Républica e um Portugal de esquerda.</p>
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